Homem morre após disparo de arma de fogo no bairro Cidade Nova em Estância

A ação teve início quando uma equipe do Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) realizava patrulhamento ostensivo no bairro Cidade Nova. Durante a ronda, um morador se aproximou e informou que havia um indivíduo caído na calçada de uma residência, aparentemente ferido por disparo de arma de fogo. O relato foi feito com urgência, e o cidadão indicou que o fato ocorreu na Rua C, via principal do povoado Biribinha.

Diante da gravidade da denúncia, os policiais seguiram imediatamente para o endereço mencionado. A chegada rápida fez parte do protocolo de resposta adotado pelo Getam em situações que envolvem agressões, ferimentos graves ou possíveis crimes violentos letais, especialmente em regiões onde episódios desse tipo são recorrentes.

Foto PM/SE

PM encontra homem ferido e sangrando na calçada

Ao chegar ao local, os policiais confirmaram que a denúncia procedia. Um homem estava caído na calçada, apresentando sangramento significativo. Embora as informações preliminares indicassem ferimento por projétil de arma de fogo, naquele primeiro momento ainda não era possível confirmar a origem exata dos disparos.

A cena chamou a atenção pela urgência dos danos físicos da vítima. Não havia indícios de que outra pessoa estivesse tentando socorrê-lo antes da chegada da polícia, o que reforça a ideia de que o disparo ocorreu rapidamente e sem tempo para que moradores interviessem.

Os policiais constataram a necessidade imediata de atendimento médico e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Enquanto aguardavam a ambulância, a área começou a ser preservada pelos militares, que evitaram aproximação de curiosos para não comprometer possíveis vestígios.

SAMU tenta reanimar a vítima, mas óbito é constatado

A equipe do SAMU chegou poucos minutos depois e iniciou os primeiros socorros. Os profissionais tentaram reanimar o homem, mas os ferimentos eram extensos e incompatíveis com a vida. Após os procedimentos de emergência, os socorristas confirmaram o óbito ainda no local.

Com a constatação da morte, os militares ampliaram o isolamento da área para aguardar as equipes de perícia e realizar os trâmites necessários. O protocolo padrão adotado nesses casos prevê que nenhum material ou objeto próximo ao corpo seja tocado até a chegada da Criminalística, exceto quando houver risco iminente à integridade de pessoas ou ao próprio cenário da ocorrência — o que não era o caso.

Arma de fogo é encontrada no perímetro da ocorrência

Durante o isolamento do local, os policiais localizaram uma arma de fogo próxima à área onde o corpo estava. O revólver calibre .38, contendo seis munições, foi encontrado dentro do perímetro da ocorrência. O fato de o armamento estar ali pode indicar que a vítima estava em posse da arma ou que ela foi abandonada por outra pessoa envolvida no episódio.

A localização do revólver será um dos pontos centrais da investigação. Cada detalhe — da posição da arma ao estado das munições — pode ajudar a esclarecer se houve confronto, tentativa de defesa, execução, briga anterior ou até mesmo manipulação indevida que culminou no disparo.

A arma foi apreendida pelos militares, conforme determina o protocolo, e será encaminhada para perícia balística, que deverá indicar se houve disparos recentes, a trajetória do projétil e a compatibilidade com eventuais ferimentos encontrados no corpo do homem.

IML é acionado para recolher o corpo e auxiliar na perícia

Após a confirmação da morte, os militares acionaram o Instituto Médico Legal (IML), que compareceu ao local para recolher o corpo. O procedimento incluiu análise preliminar da posição da vítima, coleta de informações sobre possíveis lesões e encaminhamento para necropsia.

A necropsia é fundamental para determinar a causa oficial da morte, o número de disparos, a trajetória dos projéteis e qualquer outro elemento que possa orientar a Polícia Civil sobre a dinâmica do fato. A Criminalística também deve elaborar laudo sobre a cena, combinando evidências visuais, vestígios e informações da perícia do armamento apreendido.

Esse material, somado ao depoimento de moradores da Rua C e ao relato do morador que acionou a PM, será essencial para que a Delegacia Plantonista de Estância avance nas investigações.

Delegacia Plantonista assume o caso

Após a conclusão dos procedimentos no local, o caso foi registrado na Delegacia Plantonista de Estância. A unidade ficará responsável por conduzir todas as etapas da investigação, incluindo a identificação da vítima — caso ainda não tenha sido confirmada oficialmente — e a apuração das circunstâncias do disparo.

Os investigadores deverão trabalhar com diversas hipóteses: homicídio, tentativa de assalto, confronto armado, disparo acidental ou até desentendimento que tenha escalado para violência letal. O depoimento de testemunhas, o histórico da área e o laudo pericial certamente serão determinantes para esclarecer como tudo ocorreu.

Região registra ocorrências frequentes relacionadas à violência armada

O povoado Biribinha e áreas do entorno do bairro Cidade Nova têm registrado episódios envolvendo violência armada nos últimos anos. Embora nem todos resultem em mortes, confrontos, apreensões de armas e ações do Getam são comuns no município.

Estância, como muitas cidades do interior sergipano, enfrenta desafios relacionados ao tráfico de drogas, disputas entre grupos armados e circulação ilegal de armas. Por isso, o Getam mantém presença frequente nos bairros considerados sensíveis, buscando coibir suspeitos e evitar crimes violentos.

A morte registrada nesta quinta-feira reforça a importância da atuação constante das forças de segurança, tanto na prevenção quanto na investigação.

Comunidade reage com apreensão

Moradores da Rua C ficaram abalados com a presença policial intensa e com a notícia da morte. Alguns relataram que ouviram barulhos antes da chegada da PM, mas que não conseguiram identificar exatamente o que estava acontecendo.

O receio se mistura à expectativa por respostas, já que muitas vezes a população teme comentar detalhes por medo de retaliações. A presença do Getam e da Criminalística no local ajudou a demonstrar que o caso será tratado com rigor.

Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *