Pesquisa expõe cenário indefinido e alto índice de indecisos em Sergipe

Levantamento mostra liderança de Fábio Mitidieri ao governo, disputa acirrada ao Senado e grande número de eleitores sem decisão

Uma pesquisa divulgada pela empresa Positiva Pesquisas, a pedido da Rede Rio FM, revela um cenário ainda aberto e marcado por altos índices de indecisão nas intenções de voto em Sergipe para as eleições de 2026. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (27) e ouviu 1.200 pessoas entre os dias 22 e 25 de março, em diversas regiões do estado.

O estudo foi realizado por metodologia quantitativa, com entrevistas presenciais, sem utilização de amostragem em locais de grande circulação, como feiras livres ou pontos de fluxo intenso. A margem de erro é de 2,83%, com nível de confiança de 95%.

Na disputa pelo Governo do Estado, em cenário estimulado, o governador Fábio Mitidieri aparece na liderança com 43,05% das intenções de voto, seguido por Valmir de Francisquinho, que soma 33,39%. Mais atrás aparecem Ricardo Marques, com 5,16%, Dr. Emerson, com 0,92%, e Emanuel Cacho, com 0,50%. Outros 1,42% citaram outros nomes, enquanto 11,16% dos entrevistados afirmaram não saber ou não responderam, e 4,41% disseram votar branco ou nulo.

Na corrida pelo Senado, o cenário é mais fragmentado. No primeiro voto, Alessandro Vieira lidera com 13,66%, seguido de perto por Eduardo Amorim (13,49%) e André Moura (12,82%). Também aparecem Edvaldo Nogueira (9,24%), Rogério Carvalho (8,66%), Rodrigo Valadares (8,16%), Adailton de Valmir (6,66%), Iran Barbosa (0,92%) e Coronel Rocha (0,50%). Outros somam 0,58%, enquanto 4,66% declararam voto branco ou nulo e 20,65% não souberam ou não responderam.

Já no segundo voto para o Senado, Alessandro Vieira mantém a dianteira com 11,32%, seguido por Edvaldo Nogueira (11,16%) e Eduardo Amorim (10,66%). André Moura aparece com 9,33%, Rogério Carvalho com 7,08%, Rodrigo Valadares com 6,83% e Adailton de Valmir com 5,83%. Iran Barbosa registra 0,17% e Coronel Rocha 0,25%. Outros somam 0,33%, enquanto 7,08% votariam branco ou nulo e 29,98% não souberam ou não responderam.

Para deputado estadual, na modalidade espontânea, o cenário é ainda mais pulverizado. Zezinho Sobral lidera com 2,41%, seguido por Cristiano Cavalcante (2,08%) e Paulo Júnior (2,08%). Na sequência aparecem Maísa Mitidieri (1,83%), Adailton Martins (1,75%), Lidiane Lucena (1,67%), Marcell Souza (1,50%), Kitty Lima (1,33%), George Passos (1,25%), Marcel Azevedo (1,25%), Luciano Bispo (1,17%), Marcelo Sobral (1,17%), Jorginho Araújo (1,00%), Breno Silveira (0,92%), Áurea Ribeiro (0,83%), Chico dos Correios (0,83%), Linda Brasil (0,83%), Netinho Guimarães (0,75%), Kaká Santos (0,75%), Marcos Oliveira (0,75%), Candisse Carvalho (0,67%), Eduardo do Tênis (0,67%), Garibaldi (0,58%), Venâncio Fonseca (0,58%), Camilo Daniel (0,50%), Pato Maravilha (0,50%), Nivaldo da Bala (0,42%), Zominho (0,42%), Hilda Ribeiro (0,42%), Dra. Clécia Carvalho (0,33%) e Padre Inaldo (0,33%). Outros somam 1,17%. O dado mais expressivo, no entanto, é o alto índice de eleitores que não souberam ou não responderam, que chega a 60,03%, além de 7,24% de brancos e nulos.

Situação semelhante é observada na disputa para deputado federal. Yandra aparece na frente com 2,83%, seguida por Delegado André David (2,66%), Fábio Reis (2,50%), Ícaro de Valmir (2,33%), Delegada Katarina (2,16%), Cláudio Mitidieri (1,75%), Thiago de Joaldo (1,50%), João Daniel (1,42%), Marcell Souza (1,25%), Capitão Samuel (1,17%), Gustinho Ribeiro (1,17%), Marcos Santana (1,17%), Pastor Heleno (1,08%), Márcio Macêdo (1,00%), Moana Valadares (0,92%), Nitinho (0,92%), Levi Oliveira (0,83%), Anderson de Zé das Canas (0,75%), Luizão Dona Trampi (0,67%), Gedalva Umbaúba (0,50%) e Neto Coutinho (0,25%). Outros somam 0,92%, enquanto 6,74% votariam branco ou nulo e um grande número de entrevistados ainda não definiu seu voto.

Os dados evidenciam um cenário ainda em construção, com forte presença de eleitores sem definição, especialmente para cargos proporcionais. O alto índice de indecisão indica que o quadro eleitoral pode sofrer mudanças significativas até o período oficial de campanha.

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