O deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania) esteve em Brasília nesta quarta-feira, 24, para buscar avanços na definição dos limites territoriais da Zona de Expansão, região que há mais de duas décadas é alvo de disputa entre Aracaju e São Cristóvão. A agenda incluiu encontros com parlamentares federais e lideranças políticas, além de articulação em torno do Projeto de Lei Complementar nº 06/2024, de autoria do deputado Rafael Simões (UB/MG), que trata do desmembramento simplificado de municípios.

Segundo Georgeo, a proposta pode ser o caminho para solucionar o impasse. “A aprovação do projeto permitirá a realização de um plebiscito, garantindo que a população possa decidir sobre o futuro da área”, afirmou.
Projeto em tramitação na CCJC
O texto está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), sob relatoria do deputado Hildo Rocha (MDB/MA). Georgeo se reuniu com o parlamentar para defender a urgência na votação. “Todos ressaltam a urgência de que esse projeto seja votado o quanto antes, já que diversos estados enfrentam conflitos territoriais semelhantes”, reforçou.
Conflito que se arrasta há 25 anos
O embate entre os municípios começou com a aprovação de uma lei estadual em 2000, que definiu a área da Zona de Expansão como parte de Aracaju. A decisão foi baseada em estudo técnico do IBGE, que utilizou o Rio Vaza Barris como linha divisória. Mesmo assim, a disputa territorial nunca foi pacificada e continua sendo motivo de questionamentos judiciais e políticos.
Reuniões e articulações políticas
A comitiva sergipana contou com a participação dos deputados federais Ícaro de Valmir e Thiago de Joaldo, além dos estaduais Garibalde Mendonça, Paulo Júnior e Manuel Marcos. Também estiveram presentes o secretário-geral da Mesa da Alese, Igor Albuquerque, o vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, o procurador municipal Hunaldo Mota e o vereador Lúcio Flávio.
Georgeo destacou que o alinhamento com outras lideranças é essencial para garantir que o pleito avance no Congresso Nacional e que a população da região tenha finalmente uma decisão definitiva sobre os limites territoriais.




