Polícia Federal investiga fraudes em sistemas do CREA Sergipe na Operação Engenharia Reversa

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Aracaju após denúncia do próprio conselho

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (2) a Operação Engenharia Reversa, que tem como objetivo investigar fraudes e invasões nos sistemas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (CREA/SE). Ao todo, três mandados judiciais de busca e apreensão foram cumpridos em Aracaju.

Foto: PF/SE

As apurações tiveram início após uma notícia-crime encaminhada pelo próprio CREA/SE, que identificou irregularidades no acesso aos dados de profissionais registrados no conselho. Segundo a investigação, criminosos alteraram informações de engenheiros, incluindo troca de e-mails e de senhas sem a autorização dos titulares, o que lhes permitia assumir o controle de ambientes restritos da plataforma.

Possíveis crimes e penas

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático e inserção de dados falsos em sistema de informações. Somadas, as penas podem chegar a 16 anos de prisão.

As autoridades destacam que as alterações realizadas nos cadastros poderiam abrir brechas para práticas ilícitas mais graves, como fraudes em contratos e uso indevido da identidade profissional de engenheiros.

CREA acompanha investigação

O CREA Sergipe informou, em nota, que está acompanhando o caso de perto e colaborando com as investigações. A instituição também reforçou a importância de que os profissionais mantenham seus dados sempre atualizados e seguros.

“A prioridade do Conselho é zelar pela integridade dos registros profissionais e garantir que os engenheiros e agrônomos possam exercer suas funções de maneira segura e confiável”, destacou o órgão.

Próximos passos

A investigação da Polícia Federal segue em andamento e não está descartada a adoção de novas medidas judiciais à medida que novas evidências forem colhidas. A expectativa é de que a análise do material apreendido permita identificar os responsáveis pelas invasões e eventuais ramificações do esquema.

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