Chegada do verão aumenta alerta para afogamentos e reforça cuidados em praias, rios e lagoas

Com a aproximação do verão, o calor e as atividades de lazer na água aumentam a preocupação com os riscos de afogamento. Praias, rios, lagoas, açudes e piscinas costumam receber mais visitantes durante os períodos de altas temperaturas, mas a diversão pode terminar em tragédia quando os cuidados com a segurança são deixados de lado.

Em Sergipe, ocorrências recentes envolvendo adolescentes em ambientes aquáticos reforçam a importância da prevenção. Em Itabaiana, dois casos registrados em lagoas mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), chamando a atenção para os perigos de nadar ou tentar atravessar locais sem conhecer a profundidade e as condições da água.

Calor e lazer exigem atenção redobrada

Durante o verão, muitas famílias procuram ambientes aquáticos para se refrescar. No entanto, mesmo locais que parecem tranquilos podem esconder riscos, como buracos, correntezas, mudanças repentinas de profundidade, pedras escorregadias e vegetação submersa.

Em rios e lagoas, a ausência de sinalização e a falta de informações sobre as condições do local tornam o banho ainda mais arriscado. Uma pessoa que sabe nadar também pode enfrentar dificuldades quando sofre uma cãibra, sente exaustão ou entra em uma área com correnteza.

Outro perigo é tentar atravessar um rio ou uma lagoa a nado. A distância pode parecer curta, mas o esforço físico, a profundidade e as condições da água podem dificultar o retorno à margem.

Crianças e adolescentes precisam de supervisão

Crianças e adolescentes estão entre os grupos que exigem atenção especial em ambientes aquáticos. A presença de adultos responsáveis é fundamental, mas a supervisão precisa ser constante, próxima e sem distrações.

Em piscinas, a instalação de barreiras de proteção e o controle do acesso ajudam a reduzir os riscos. Já em praias, rios e lagoas, é importante respeitar as sinalizações, evitar áreas desconhecidas e não permitir brincadeiras que envolvam empurrões, mergulhos em locais rasos ou desafios de resistência na água.

A entrada em tanques, açudes e lagoas sem acompanhamento também deve ser evitada, principalmente quando não há informações sobre a profundidade ou sobre obstáculos submersos.

Bebidas alcoólicas aumentam o perigo

O consumo de bebidas alcoólicas antes ou durante o banho é outro fator de risco. O álcool pode prejudicar o equilíbrio, a percepção de perigo e a capacidade de reação, além de favorecer decisões imprudentes.

A recomendação é não entrar na água após consumir bebidas alcoólicas. Também é importante evitar nadar sozinho, respeitar os próprios limites físicos e sair da água ao perceber cansaço, tontura ou qualquer dificuldade.

Em passeios de barco, o uso de colete salva-vidas adequado é indispensável. Boias infláveis e objetos improvisados não oferecem a mesma proteção e não devem ser considerados equipamentos de segurança.

Como prevenir afogamentos

Alguns cuidados simples podem ajudar a tornar os momentos de lazer mais seguros:

  • Prefira locais com guarda-vidas e respeite as orientações dos profissionais.
  • Evite nadar sozinho ou entrar em águas desconhecidas.
  • Não tente atravessar rios e lagoas sem conhecer as condições do local.
  • Mantenha crianças sob supervisão constante e próxima.
  • Não entre na água após consumir bebidas alcoólicas.
  • Utilize colete salva-vidas em embarcações e atividades aquáticas apropriadas.
  • Evite mergulhar de cabeça em locais cuja profundidade não seja conhecida.
  • Saia da água se perceber correnteza forte, cansaço ou mudança nas condições do ambiente.

O que fazer ao presenciar um afogamento

Ao perceber que alguém está se afogando, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Se possível, informe a localização exata e descreva o que está acontecendo.

Quem não tem treinamento para salvamento aquático deve evitar entrar na água para tentar resgatar a vítima. Em vez disso, pode procurar ajuda e, se for seguro, lançar um objeto flutuante ou estender um objeto comprido para que a pessoa consiga se apoiar, sem colocar a própria vida em risco.

Depois que a vítima for retirada da água, é fundamental verificar sua resposta e respiração e seguir as orientações do atendente de emergência. Se ela não estiver respirando normalmente, a reanimação cardiopulmonar deve ser iniciada por quem souber realizá-la, seguindo as instruções recebidas até a chegada do socorro.

Prevenção pode evitar tragédias

A chegada do verão é um convite para aproveitar momentos de lazer, mas a segurança precisa fazer parte de qualquer passeio. Conhecer os riscos, respeitar os próprios limites e manter atenção redobrada com crianças e adolescentes são medidas essenciais para prevenir acidentes.

Em ambientes naturais, a água pode esconder perigos que não são percebidos da superfície. Por isso, evitar travessias arriscadas, escolher locais seguros e pedir ajuda diante de uma emergência são atitudes que podem fazer a diferença entre um dia de diversão e uma tragédia.

Fonte: Orientações gerais de prevenção e informações do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE).

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