EUA e Irã sinalizam avanço em negociações e acordo para encerrar conflito pode sair nos próximos dias



Os governos dos Estados Unidos e do Irã deram nesta sexta-feira (12) os sinais mais fortes até agora de que um acordo para encerrar o conflito entre os dois países pode estar próximo. Enquanto o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a guerra foi “encerrada”, autoridades iranianas adotaram um discurso mais cauteloso, embora reconheçam avanços significativos nas negociações.

O chanceler iraniano Abbas Araqchi declarou que um entendimento entre os dois países “nunca esteve tão próximo”. Segundo ele, grande parte do texto de um memorando de entendimento já foi negociada, mas ainda existem pontos pendentes e o documento final pode sofrer alterações antes da assinatura.

Do lado americano, Trump afirmou que foi alcançado um “grande acordo” e indicou que a assinatura pode ocorrer nos próximos dias, possivelmente em território europeu. O presidente também cancelou novos ataques militares planejados contra o Irã, alegando que as conversas diplomáticas avançaram de forma significativa.

Apesar do clima de otimismo, ainda há divergências públicas sobre os termos do possível acordo. Trump chegou a criticar informações divulgadas pela imprensa iraniana sobre o conteúdo das negociações, classificando os vazamentos como incorretos. Segundo autoridades americanas, eventuais benefícios econômicos ao Irã dependerão do cumprimento das obrigações previstas no entendimento.

Entre os temas centrais da negociação estão a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo, o fim das hostilidades militares e futuras discussões sobre o programa nuclear iraniano.

Mesmo com o avanço das tratativas, o governo iraniano afirmou que ainda não tomou uma decisão final sobre o acordo. Autoridades de Teerã ressaltam que algumas questões permanecem em discussão e que o texto definitivo ainda precisa passar por avaliações internas.

O possível entendimento é visto por analistas internacionais como o maior avanço diplomático desde o início do conflito, que provocou instabilidade no Oriente Médio e forte impacto nos mercados globais de energia nos últimos meses.

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