
Bruno Costa Nunes, primeiro suplente do senador Rogério Carvalho (PT) na disputa pelo Senado em Sergipe, relatou em acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público de Minas Gerais sua participação em irregularidades tributárias ocorridas entre 2017 e 2019.
Segundo documentos obtidos pelo Mangue Jornalismo, Costa reconheceu ter contribuído para a supressão de R$ 16,8 milhões em tributos estaduais. O acordo também registra relatos sobre a utilização dos nomes dos pais em empresas ligadas às operações investigadas.
Acordo de colaboração
O acordo foi assinado em novembro de 2020 e posteriormente homologado pela Justiça mineira. Conforme a documentação citada na reportagem, Costa relatou às autoridades práticas relacionadas a crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e contra a administração pública.
O empresário também teria firmado acordo com o Ministério Público e a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais, reconhecendo a supressão de R$ 16.802.363,56 em tributos estaduais, valor calculado até outubro de 2020.
Parte das obrigações previstas no acordo incluía o pagamento de multa e doação de bens e equipamentos ao Estado.
Justiça absolveu empresário
Apesar dos relatos apresentados na colaboração, Bruno Costa foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais e posteriormente absolvido pela Justiça.
A absolvição ocorreu em 2024. O Ministério Público recorreu, mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a decisão, segundo as informações publicadas pelo Mangue Jornalismo.
A defesa havia argumentado que os fatos descritos na ação penal já estavam abrangidos pelo acordo de colaboração premiada, o que configuraria dupla punição pelos mesmos fatos.
Empresário contesta uso do termo laranja
Em manifestação ao Mangue Jornalismo, Bruno Costa contestou a afirmação de que seus pais teriam sido utilizados como “laranjas”.
O empresário afirmou que considerar seus familiares dessa forma seria “insidioso” e destacou que foi absolvido pela Justiça mineira em primeira e segunda instâncias.
Questionado sobre a presença dos pais no quadro societário das empresas mencionadas nos documentos, Costa afirmou que, na época, a legislação exigia mais de uma pessoa para a composição de uma sociedade limitada.
Candidato a suplente em Sergipe
Bruno Costa foi escolhido neste ano como primeiro suplente de Rogério Carvalho, que disputa a reeleição ao Senado por Sergipe. Dados eleitorais indicam que Costa está registrado como empresário e declarou patrimônio de aproximadamente R$ 613 mil.
A reportagem do Mangue Jornalismo procurou Rogério Carvalho, mas, segundo o veículo, não houve manifestação do senador até a publicação do texto. O espaço foi mantido aberto para eventual posicionamento.
Fonte principal: Mangue Jornalismo, reportagem publicada em 18 de setembro de 2026.
Fontes complementares: Papo Sergipe e dados eleitorais sobre a candidatura de Bruno Costa.



