Operação resgata 250 animais silvestres mantidos ilegalmente em Sergipe

Foto: Divulgação/Ibama

Uma operação realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resultou na apreensão de cerca de 250 animais silvestres mantidos irregularmente em cativeiro em Sergipe. A ação ocorreu entre os dias 15 e 20 de junho e alcançou tanto a capital Aracaju quanto municípios do interior do estado. As multas aplicadas aos responsáveis somam aproximadamente R$ 850 mil.

Segundo o Ibama, a fiscalização teve como objetivo combater crimes contra a biodiversidade, incluindo a captura, manutenção, exposição e comercialização ilegal de animais silvestres. Parte das investigações foi iniciada após denúncias e monitoramento de publicações em redes sociais que indicavam possíveis irregularidades envolvendo a fauna brasileira.

A operação reforça o combate ao tráfico de animais, considerado uma das atividades ilegais que mais ameaçam a biodiversidade no país.

Fiscalização encontrou animais mantidos em cativeiro irregular

Durante as ações, os agentes ambientais localizaram dezenas de aves e outros animais silvestres que eram mantidos sem autorização dos órgãos competentes.

Além dos animais vivos, os fiscais também apreenderam uma pele de onça-pintada, espécie considerada símbolo da fauna brasileira e que enfrenta ameaças em diversas regiões do país.

De acordo com a legislação ambiental brasileira, a captura, o transporte, a criação, a comercialização e a manutenção de animais silvestres sem autorização configuram infrações administrativas e podem caracterizar crime ambiental, sujeitando os responsáveis a multas e outras penalidades previstas em lei.

Animais passarão por reabilitação

Os animais resgatados com vida foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em Aracaju.

No local, as espécies passam por avaliação clínica, tratamento veterinário e um processo de reabilitação antes que seja definida a destinação mais adequada. Dependendo das condições de saúde e adaptação, muitos poderão retornar ao habitat natural.

O trabalho desenvolvido pelos centros de triagem é considerado fundamental para aumentar as chances de sobrevivência dos animais resgatados de situações de maus-tratos ou cativeiro irregular.

Redes sociais têm ajudado investigações

Um dos aspectos que chamou atenção nesta operação foi a utilização das redes sociais como ferramenta de apoio às investigações.

Segundo o Ibama, algumas das fiscalizações tiveram origem em denúncias e publicações feitas na internet que mostravam animais silvestres sendo exibidos, comercializados ou mantidos ilegalmente.

A prática tem se tornado cada vez mais comum entre os órgãos de fiscalização, que utilizam o monitoramento digital para identificar possíveis crimes ambientais.

Combate ao tráfico de fauna continua em Sergipe

A apreensão dos 250 animais ocorre poucos meses após outra grande operação ambiental realizada no estado. Em abril deste ano, uma ação conjunta da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou no resgate de mais de 500 animais silvestres mantidos ilegalmente em Sergipe, evidenciando a persistência desse tipo de crime na região.

Os dados reforçam o alerta das autoridades ambientais sobre a necessidade de ampliar a conscientização da população quanto aos impactos da captura e manutenção irregular de animais silvestres.

Especialistas destacam que a retirada desses animais da natureza compromete o equilíbrio dos ecossistemas, além de colocar em risco espécies ameaçadas e favorecer práticas criminosas ligadas ao tráfico de fauna.

Denúncias ajudam no combate aos crimes ambientais

O Ibama reforça que denúncias da população são fundamentais para identificar situações de criação irregular, comércio clandestino e maus-tratos contra animais silvestres.

A orientação é que qualquer suspeita seja comunicada aos órgãos ambientais competentes para que as medidas necessárias sejam adotadas.

Além de proteger os animais, a fiscalização contribui para a preservação da biodiversidade e para o combate a um dos mercados ilegais mais lucrativos do mundo.

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