
Investigação da Polícia Civil descartou a hipótese de afogamento e apura como ocorreu a morte do menino, cujo corpo foi encontrado no Rio do Jacaré
Três adolescentes foram apreendidos nesta segunda-feira (31) pela Polícia Civil de Sergipe, suspeitos de envolvimento na morte de um garoto de 13 anos em Lagarto, no centro-sul do estado. O corpo da vítima foi encontrado no dia 27 de agosto, no Rio do Jacaré, quatro dias após o desaparecimento. Durante as investigações, a polícia descartou a hipótese de afogamento e passou a tratar o caso como ato infracional equivalente a homicídio qualificado.
O menino havia saído de casa na tarde do dia 26 de agosto e não retornou. Familiares e pessoas próximas passaram a procurar informações sobre o paradeiro da criança até que o corpo foi localizado no rio, nas proximidades do Conjunto João Almeida Rocha.
Adolescentes foram apreendidos
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, a investigação reuniu elementos que apontaram para a possível participação de três adolescentes na morte.
Diante dos indícios, o delegado Bruno Alcântara solicitou à Justiça medidas de busca, apreensão e internação dos três jovens. As ordens foram cumpridas nesta segunda-feira.
A investigação ainda busca esclarecer exatamente como o crime aconteceu e qual teria sido a participação individual de cada um dos adolescentes.
Por se tratar de menores de idade, os envolvidos são submetidos às regras previstas na legislação específica para adolescentes em conflito com a lei. A apuração, portanto, busca reunir elementos suficientes para esclarecer as circunstâncias do caso e a eventual responsabilidade de cada investigado.
Corpo foi encontrado no Rio do Jacaré
O garoto desapareceu na tarde do dia 26 de agosto. No dia seguinte, 27 de agosto, o corpo foi localizado no Rio do Jacaré, próximo ao Conjunto João Almeida Rocha, em Lagarto.
A localização do corpo deu início a uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Inicialmente, uma das possibilidades consideradas era a de que o menino tivesse se afogado.
No entanto, com o avanço das apurações, essa hipótese foi descartada pela Polícia Civil. A investigação passou a considerar elementos que indicariam uma morte provocada de forma criminosa.
A partir daí, o trabalho policial avançou na busca por informações que pudessem indicar quem esteve com a vítima e o que teria acontecido antes da morte.
Investigação continua
Apesar das apreensões, o caso ainda não está totalmente esclarecido. A Polícia Civil continua trabalhando para determinar a dinâmica da morte e identificar a participação de cada um dos adolescentes investigados.
A apreensão dos três jovens representa uma etapa da investigação, mas outros elementos ainda deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso.
A polícia também busca informações que possam ajudar a esclarecer os momentos que antecederam a localização do corpo e as circunstâncias que levaram à morte do garoto.
O caso é tratado como ato infracional equivalente a homicídio qualificado, classificação utilizada quando adolescentes são investigados por uma conduta que, se praticada por um adulto, seria enquadrada como homicídio qualificado.
Polícia pede ajuda da população
A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir com a investigação podem ser repassadas de maneira anônima pelo Disque-Denúncia, por meio do número 181.
O canal pode receber informações sobre pessoas, veículos, locais ou qualquer outro detalhe que possa auxiliar na elucidação do caso. A identidade de quem prestar a informação é preservada.
A investigação segue em andamento para esclarecer completamente a morte do adolescente de 13 anos e definir as circunstâncias do crime.



