Dados divulgados por Narcizo Machado na Fan FM mostram equilíbrio entre principais candidatos
O Instituto França de Pesquisa divulgou, por meio do radialista Narcizo Machado, durante seu programa na Fan FM, os novos números da disputa ao Senado Federal por Sergipe nas eleições de 2026. O levantamento, realizado entre os dias 7 e 11 de novembro, entrevistou 1.136 pessoas em todas as regiões do estado, com margem de erro de 3% e nível de confiança de 95%. Os resultados apresentam cenários de primeiro voto, segundo voto e consolidação dos votos, indicando vantagem do senador Alessandro Vieira e do ex-deputado federal André Moura, mas reforçando que a disputa permanece aberta e bastante equilibrada.
A divulgação ao vivo na Fan FM provocou forte repercussão política, movimentando análises, debates e reações imediatas de apoiadores e lideranças partidárias.
Primeiro voto revela fragmentação e presença de múltiplas forças políticas
No cenário de primeiro voto, em que o eleitor escolhe apenas um nome para o Senado, os resultados mostram que o eleitorado está distribuído entre diferentes grupos políticos, sem domínio absoluto de qualquer candidato.
A lista completa ficou assim:
- Alessandro Vieira – 15,46%
- Edvaldo Nogueira – 13,58%
- Rogério Carvalho – 11,85%
- Eduardo Lorim – 10,86%
- Rodrigo Valadares – 10,86%
- André Moura – 9,38%
- Não sabe ou não respondeu – 10,97%
- Branco ou nulo – 17,00%
Os dados mostram seis nomes competitivos, com diferenças pequenas entre si, o que indica um cenário ainda indefinido. O índice de eleitores indecisos e de votos brancos ou nulos também chama atenção, somando quase 30% da amostra, o que reforça que a corrida ao Senado em Sergipe segue aberta.
Segundo voto reforça polarização entre Alessandro Vieira e André Moura
No cenário de segundo voto, em que o eleitor pode escolher dois candidatos — já que Sergipe elegerá duas vagas —, a pesquisa mostra novamente a liderança de Alessandro Vieira e o avanço de André Moura para a segunda posição.
A lista completa ficou assim:
- Alessandro Vieira – 11,33%
- André Moura – 9,90%
- Eduardo Lorim – 7,90%
- Rogério Carvalho – 6,17%
- Edvaldo Nogueira – 5,68%
- Rodrigo Valadares – 5,19%
- Branco ou nulo – 24,44%
- Não sabe ou não respondeu – 29,38%
Os números revelam que Vieira e Moura aparecem com maior capilaridade quando o eleitor é estimulado a compor uma dupla de votos. É um dado relevante porque, na prática, muitos eleitores escolhem estratégias de combinação entre candidatos durante o período eleitoral.
Consolidação mostra Alessandro Vieira em primeiro e André Moura em segundo
A consolidação dos votos — soma das intenções de primeiro e segundo voto atribuídas ao mesmo candidato — mostra com maior clareza o potencial eleitoral de cada nome no momento.
Os resultados ficaram assim:
- Alessandro Vieira – 21,36%
- André Moura – 18,45%
- Eduardo Lorim – 16,50%
- Rogério Carvalho – 15,15%
- Edvaldo Nogueira – 14,37%
- Rodrigo Valadares – 14,17%
A diferença entre o primeiro e o sexto colocado é inferior a oito pontos percentuais, o que mostra um quadro altamente competitivo. A proximidade dos índices indica que cada ponto percentual conquistado nos próximos meses pode redefinir totalmente o cenário.
Disputa ao Senado deve ser uma das mais acirradas de 2026
A pesquisa reforça que a eleição para o Senado em Sergipe será marcada por diferentes polos políticos que se movimentam simultaneamente. A liderança de Alessandro Vieira, somada ao crescimento de André Moura no segundo voto, revela força de figuras já conhecidas do eleitorado sergipano.
Além disso, nomes como Edvaldo Nogueira, Rogério Carvalho, Eduardo Lorim e Rodrigo Valadares se mostram competitivos, cada um com nichos eleitorais distintos, o que aumenta a imprevisibilidade da disputa.
Indecisos desempenharão papel determinante
Os altos índices de brancos, nulos e indecisos registrados em todos os cenários indicam que uma parte significativa do eleitorado ainda não definiu sua escolha. Esse comportamento é comum em Sergipe, especialmente em eleições para o Senado, em que muitos eleitores decidem o voto próximo do período oficial de campanha.
Os dados mostram, portanto, um cenário ainda em formação, aberto para mudanças e sujeito à influência de debates, alianças partidárias, movimentos regionais e conjuntura nacional.
Metodologia assegura representatividade
Segundo o Instituto França, a pesquisa foi feita presencialmente em todas as regiões do estado, abrangendo áreas urbanas e rurais, diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade e perfis socioeconômicos. A metodologia adotada segue padrões amplamente aceitos no campo das pesquisas eleitorais, o que reforça a credibilidade dos dados divulgados.
Partidos e pré-candidatos ajustam estratégias
Com os números divulgados e repercutidos amplamente pela Fan FM, a expectativa é que os grupos políticos intensifiquem suas movimentações. A pesquisa funcionou como um termômetro, apontando forças, fragilidades e áreas onde cada pré-candidato pode expandir seu alcance.
Reuniões, agendas regionais, aparições públicas, viagens ao interior e investimentos em redes sociais devem aumentar nos próximos meses.



