
Uma ação da Polícia Civil de Sergipe impediu a atuação de um grupo criminoso interestadual especializado em fraudes bancárias e golpes eletrônicos. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), identificou a atuação de criminosos que utilizavam técnicas de engenharia social para enganar vítimas e obter acesso indevido a contas bancárias.
De acordo com as investigações, os suspeitos atuavam em diversos estados brasileiros, utilizando ligações telefônicas, mensagens e falsos contatos em nome de instituições financeiras para convencer as vítimas a fornecer dados sigilosos ou realizar transferências bancárias. A atuação do grupo causou prejuízos financeiros expressivos e mobilizou forças de segurança de diferentes regiões do país.
Como funcionava o golpe
Segundo a Polícia Civil, os criminosos utilizavam o chamado “golpe da falsa central bancária”, modalidade que tem crescido em todo o Brasil. Nesse tipo de fraude, os suspeitos entram em contato com a vítima se passando por funcionários de bancos ou instituições financeiras.
Durante a abordagem, alegam supostas movimentações suspeitas, tentativas de invasão de conta ou problemas de segurança. A partir daí, convencem a vítima a compartilhar informações sigilosas, instalar aplicativos ou realizar transferências para contas controladas pelos criminosos.
As investigações apontaram que o grupo possuía uma estrutura organizada, semelhante a uma central de atendimento, o que permitia aplicar golpes em diferentes estados simultaneamente.
Operação teve alcance nacional
As apurações conduzidas pela Polícia Civil de Sergipe identificaram vítimas em pelo menos dez estados brasileiros e no Distrito Federal. A operação contou com apoio de forças policiais de diversas unidades da federação para cumprir medidas judiciais e localizar os envolvidos.
De acordo com a polícia, os investigados são naturais de Sergipe, Minas Gerais e São Paulo e integravam uma associação criminosa voltada para a prática de fraudes eletrônicas. O prejuízo causado às vítimas foi estimado em mais de R$ 1,3 milhão.
Combate aos crimes cibernéticos
A Polícia Civil destaca que os golpes bancários virtuais estão entre os crimes que mais crescem no país. Por isso, as investigações na área de crimes cibernéticos têm recebido investimentos em tecnologia, inteligência e capacitação das equipes.
O trabalho realizado pela DRCC tem como objetivo identificar organizações criminosas especializadas em fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e golpes financeiros praticados por meio da internet e de contatos telefônicos.
Como se proteger
Especialistas orientam que clientes de instituições financeiras nunca forneçam senhas, códigos de autenticação ou dados pessoais por telefone, aplicativos de mensagens ou redes sociais.
Os bancos também reforçam que não solicitam transferências para contas de segurança nem pedem que clientes realizem procedimentos financeiros por telefone.
Em caso de suspeita de golpe, a recomendação é encerrar o contato imediatamente e procurar os canais oficiais da instituição financeira.
Ação reforça alerta à população
A operação realizada pela Polícia Civil de Sergipe reforça o alerta para que a população redobre os cuidados diante de contatos suspeitos envolvendo contas bancárias e movimentações financeiras.
As autoridades ressaltam que a prevenção continua sendo uma das principais ferramentas para evitar prejuízos causados por criminosos especializados em fraudes eletrônicas.



