
Trabalhadores dos Correios em Sergipe aderiram nesta sexta-feira (11) à greve nacional por tempo indeterminado, após aprovação da paralisação em assembleia realizada na noite de quinta-feira (10). A categoria reivindica mudanças em direitos trabalhistas, enquanto a empresa afirma ter adotado medidas para manter os serviços e reduzir possíveis impactos aos clientes.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Estado de Sergipe (SINTECT/SE), entre as principais reivindicações estão a manutenção do plano de saúde, 70% de férias e 200% de repouso remunerado.
A paralisação ocorre em meio a uma situação financeira delicada dos Correios, que acumulam 15 trimestres consecutivos de resultados negativos.
Funcionamento dos serviços
Em Sergipe, os Correios informaram que estão executando o Plano de Continuidade de Negócios. Entre as medidas anunciadas estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e mudanças logísticas para tentar preservar a regularidade das entregas.
A empresa também afirma que buscou uma solução negociada com os trabalhadores e apresentou uma proposta que contemplaria 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente.
Entre os pontos apresentados estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde dos empregados.
Crise financeira
A greve também acontece em um momento de forte pressão sobre as contas da estatal. De acordo com os dados divulgados, os Correios registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026.
Apesar do resultado negativo, o segundo trimestre apresentou uma redução do prejuízo em comparação com os dois períodos anteriores, indicando um movimento de recuperação ainda considerado inicial.
A empresa aguarda ainda um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro. A operação deve envolver um consórcio de instituições financeiras.
No fim do ano passado, os Correios já haviam recebido R$ 12 bilhões em recursos.
Reivindicações dos trabalhadores
O sindicato afirma que a mobilização busca garantir direitos previstos para os trabalhadores e pressionar a empresa nas negociações.
Entre os pontos destacados pela categoria estão:
• Manutenção do plano de saúde
• 70% de férias
• 200% de repouso remunerado
A empresa, por sua vez, afirma que continua aberta à negociação e sustenta que sua proposta contempla a maior parte das cláusulas discutidas.
O que dizem os Correios
“Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes.”
A empresa informou ainda que pretende preservar a prestação dos serviços postais durante o movimento, utilizando reforço operacional e medidas logísticas específicas.
A paralisação é por tempo indeterminado e os impactos sobre o atendimento e as entregas poderão variar conforme a adesão dos trabalhadores em cada região.



