Valmir de Francisquinho deixa o PL e assume comando do Podemos em Sergipe

Prefeito de Itabaiana articula reestruturação do partido no estado e indica possível candidatura majoritária em 2026

O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, confirmou sua saída do Partido Liberal (PL) e filiação ao Podemos, legenda que passará a comandar em Sergipe. A decisão foi anunciada durante entrevista à Rádio Itabaiana FM 93,1, e representa uma importante movimentação no cenário político estadual, com reflexos diretos nas articulações para as eleições de 2026.

Segundo o gestor, a mudança partidária já está em andamento. “Nos próximos dias, será enviada à direção nacional a lista com o nome do novo presidente estadual e das pessoas que vão compor a executiva em Sergipe”, afirmou Valmir.

A troca ocorre após o comando estadual do PL ter sido entregue ao deputado federal Rodrigo Valadares (União Brasil), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato ao Senado. A alteração no controle do partido teria afastado Francisquinho e seu grupo político, levando-o a buscar uma nova sigla para consolidar seu projeto.


Reestruturação do Podemos em Sergipe

Durante a entrevista, Valmir explicou que o Podemos estava sem liderança ativa em Sergipe e que sua entrada foi acertada com a presidente nacional do partido, a deputada federal Renata Abreu (SP). O objetivo, segundo ele, é reestruturar e fortalecer a legenda no estado.

“Estamos assumindo o partido com o propósito de organizá-lo, trazer novas lideranças e prepará-lo para as eleições de 2026”, destacou o prefeito de Itabaiana.

Com essa movimentação, o Podemos passa por uma completa renovação interna. A expectativa é que Valmir indique nomes próximos para os principais cargos da executiva estadual, consolidando o grupo político que já comanda em Itabaiana e que tem presença forte em vários municípios do interior sergipano.


Novos rumos e projeto político para 2026

O prefeito reafirmou que pretende disputar as eleições de 2026, mas ainda não definiu se concorrerá ao Governo do Estado ou ao Senado Federal. “Estamos à disposição do povo sergipano. O momento agora é de diálogo e construção. Vamos ouvir as lideranças e decidir qual caminho seguir”, declarou.

A mudança de legenda também impacta diretamente o futuro político de seu filho, o deputado federal Ícaro de Valmir (PL), que deve acompanhar os passos do pai. Juntos, eles articulam uma reconfiguração das alianças no bloco oposicionista, abrindo espaço para novas parcerias regionais.


Podemos se torna oposição ao governo estadual

Com Valmir de Francisquinho à frente, o Podemos passa oficialmente à oposição ao governo de Fábio Mitidieri (PSD). Atualmente, a legenda é presidida no estado pelo secretário estadual da Agricultura, Zeca da Silva, aliado político de André Moura (União Brasil), uma das principais lideranças da base governista.

Entre os nomes de peso que ainda figuram no Podemos está o ex-governador Belivaldo Chagas, que concorreu em 2024 como vice na chapa encabeçada pela deputada federal Yandra Moura (União) à Prefeitura de Aracaju.

Com a chegada de Francisquinho, o partido deverá mudar completamente de orientação política, marcando o início de uma nova fase de enfrentamento ao grupo de Mitidieri e Moura.


Primeiras baixas e reação interna

A mudança no comando do Podemos já provocou as primeiras reações internas. O ex-prefeito de Areia Branca, Alan de Agripino, anunciou sua saída do partido após afirmar ter sido “surpreendido” pela troca de liderança.

Alan, que perdeu as eleições municipais de 2024 para Talysson de Valmir (PL) — filho do prefeito de Itabaiana —, criticou a forma como a transição ocorreu. A situação evidencia um possível racha entre antigos e novos integrantes da legenda, o que deve gerar novas movimentações políticas nos próximos meses.


Cenário político em transformação

A entrada de Valmir de Francisquinho no Podemos reforça sua estratégia de construir uma base sólida para disputar cargos majoritários em 2026. O prefeito, que já foi candidato ao governo em 2022 e mantém expressiva influência no interior do estado, busca se posicionar como uma das principais lideranças da oposição sergipana.

Com essa mudança, Sergipe vê o início de uma reorganização do tabuleiro político, com possíveis novas alianças e realinhamentos partidários que prometem movimentar o cenário eleitoral.

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