
Ataque ocorreu na cidade de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, poucos dias antes da posse do presidente eleito Abelardo de la Espriella
Um atentado com um caminhão carregado de explosivos deixou 11 pessoas feridas na manhã deste sábado (1º) na cidade de Cúcuta, no nordeste da Colômbia, próximo à fronteira com a Venezuela. O veículo foi detonado em frente ao comando da Polícia do departamento de Norte de Santander, provocando destruição na região e mobilizando equipes de emergência.
De acordo com as autoridades colombianas, entre os feridos estão oito policiais e três civis, que receberam atendimento médico após a explosão. O ataque ocorreu a apenas seis dias da posse do presidente eleito Abelardo de la Espriella, marcada para 7 de agosto.
Jornalistas que estavam no local relataram que o caminhão ficou completamente destruído pelas chamas e que fachadas de imóveis próximos foram danificadas pela força da explosão. Policiais, militares e moradores se concentraram na área logo após o atentado.
Autoridades condenam ataque
O secretário de Segurança do departamento de Norte de Santander, George Quintero, classificou o episódio como um ato de extrema violência.
“Neste momento, temos oito policiais e três civis feridos. Foi um ato atroz e violento, e o ocorrido é lamentável”, afirmou.
Até o momento, as autoridades não divulgaram quem seria o responsável pelo atentado, mas a região de Cúcuta é historicamente marcada pela atuação de grupos armados ilegais e organizações criminosas ligadas ao narcotráfico.
Presidente eleito promete resposta
O presidente eleito Abelardo de la Espriella, que assumirá o comando do país na próxima quinta-feira (7), utilizou as redes sociais para condenar o ataque e reforçar o compromisso com o combate ao terrorismo.
“O terrorismo não intimidará a Colômbia nem dobrará a vontade dos colombianos de viver em paz e com segurança. Os responsáveis deverão ser identificados, capturados e levados à justiça com todo o peso da lei. A nossos heróis da Força Pública: não estão sozinhos”, publicou.
De la Espriella, identificado como representante da direita colombiana, sucederá Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país.
Investigação
As autoridades isolaram a área para realização da perícia e iniciaram as investigações para identificar os autores e a motivação do atentado. O caso reforça a preocupação com a segurança pública na região de fronteira entre Colômbia e Venezuela, onde grupos armados disputam território e rotas do tráfico de drogas.



