
Polícia Civil investiga fraude eletrônica e apura possível abertura de conta bancária sem autorização da vítima para desviar dinheiro.
Uma funcionária de uma empresa do ramo financeiro foi presa em flagrante nesta terça-feira (21), em Lagarto, suspeita de aplicar um golpe de R$ 9 mil por meio de uma transferência via PIX. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Sergipe, por meio da Delegacia Regional do município, durante as investigações sobre o caso.
Segundo a polícia, a vítima procurou a delegacia após perceber que uma transferência no valor de R$ 9 mil havia sido realizada sem sua autorização. A suspeita, de 26 anos, trabalhava na financeira onde a vítima buscava atendimento para realizar uma operação de portabilidade de empréstimo consignado.
Celular foi usado durante atendimento
De acordo com as investigações, a funcionária ficou com o celular da vítima sob o argumento de que seria necessário realizar procedimentos relacionados à portabilidade do empréstimo.
Após o atendimento, a vítima constatou que havia sido realizada uma transferência via PIX sem seu consentimento.
A partir do registro da ocorrência, a Polícia Civil iniciou diligências para identificar a responsável pela movimentação financeira.
Conta teria sido aberta sem autorização
Durante as investigações, os policiais descobriram que o dinheiro foi transferido para uma conta bancária registrada em nome de outro cliente da mesma financeira.
Segundo a Polícia Civil, esse cliente afirmou desconhecer a existência da conta e não autorizou sua abertura.
As apurações indicam que a suspeita teria providenciado a criação da conta utilizando os dados do cliente sem autorização, empregando-a posteriormente para receber os valores obtidos com a fraude.
Prisão em flagrante
A investigada foi chamada para prestar esclarecimentos na Delegacia Regional de Lagarto. Inicialmente, negou conhecer a pessoa que havia recebido o dinheiro.
No entanto, os depoimentos da vítima, de testemunhas e demais elementos reunidos durante a investigação apontaram indícios suficientes de autoria e materialidade do crime.
Diante das evidências, a mulher foi presa em flagrante pelo crime de fraude eletrônica.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso e verificar se outras pessoas participaram da ação criminosa.
Além disso, a corporação orienta a população a não fornecer senhas bancárias e evitar entregar celulares desbloqueados a terceiros durante atendimentos relacionados a operações financeiras.



