Durante sessão na Câmara Municipal, ex-secretário adjunto de Obras, Nivaldo da Bala, afirmou que deixou o cargo por divergências, interferências políticas e desorganização administrativa
A política de Boquim, no centro-sul sergipano, voltou a ser palco de embates nesta quinta-feira (5), durante sessão da Câmara Municipal, quando o ex-vereador e ex-secretário adjunto de Obras, Nivaldo da Bala, fez críticas contundentes à gestão do prefeito Jackson do Mangue Grande.

Convidado pela vereadora Honorina Fonseca (SD), Nivaldo afirmou que sua saída do cargo foi motivada por divergências na forma de condução do trabalho e pela falta de autonomia na secretaria. Ele relatou que estava sendo excluído de decisões pertinentes à sua função e que havia interferências constantes de outros membros do grupo político do prefeito nos trabalhos da pasta.
De acordo com o ex-secretário, as dificuldades administrativas e políticas acabaram tornando inviável a continuidade de sua atuação na secretaria.
Divergências internas e descontentamento com a gestão
Nivaldo explicou que, ao aderir ao projeto político do grupo que hoje comanda o município, esperava uma gestão mais eficiente, participativa e voltada para o desenvolvimento de Boquim. Segundo ele, a administração atual demonstra mais preocupação com a manutenção de apoio político e de votos do que com a solução de problemas estruturais e históricos da cidade, problemas que, inclusive, foram bandeiras de campanha do atual prefeito.
O ex-secretário também criticou a falta de planejamento na condução das obras públicas e a ausência de um trabalho técnico consistente que permita avanços significativos para o município.
Críticas à gestão e à relação com o Governo do Estado
Questionado pelos vereadores sobre a relação da Prefeitura com o Governo do Estado, Nivaldo afirmou que a atual administração tem falhado em aproveitar as oportunidades de parceria. Ele classificou a gestão como pouco profissional e destacou que o município não consegue desenvolver projetos técnicos de qualidade para acessar recursos e executar obras em conjunto com o governo estadual.
De acordo com Nivaldo, há uma expectativa equivocada de que o Estado não apenas execute as obras, mas também elabore os projetos. Para ele, essa postura evidencia falta de preparo e de capacidade técnica por parte da administração municipal.
Denúncia sobre invasões em área de preservação
Durante sua fala, Nivaldo também denunciou invasões no terreno da Fonte da Mata, área de preservação permanente de Boquim. Segundo ele, pessoas estariam construindo e vendendo terrenos de forma irregular, sem que a gestão municipal adotasse medidas efetivas para coibir as ocupações e recuperar as áreas degradadas.
Ele alertou que a omissão pode gerar prejuízos ambientais e comprometer uma área considerada símbolo da cidade.
Acusações sobre dívidas e falta de gestão financeira
Além das críticas administrativas e ambientais, Nivaldo mencionou problemas financeiros enfrentados pela Prefeitura. Ele afirmou que, ao contrário do que ocorre atualmente, a gestão de Jackson do Mangue Grande recebeu o município com fornecedores e servidores em dia, conforme determina a lei.
O ex-secretário apontou que, atualmente, a Prefeitura teria dívidas com empresas responsáveis pela manutenção de veículos e até mesmo com borracharias, o que estaria comprometendo o funcionamento de parte da frota municipal. Segundo ele, isso ocorre mesmo com um orçamento previsto de R$ 100 milhões para 2025, valor considerado expressivo para os padrões do município.
Assista na integra a participação do ex-secretário adjunto Nivaldo da bala no link a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=Wc6yj6b74x0



