
Medicamento de ação prolongada começa a substituir a insulina NPH para pacientes elegíveis e promete mais qualidade de vida
A distribuição da insulina glargina teve início em julho de 2026. Segundo o Ministério da Saúde, até o dia 13 de julho já haviam sido enviados mais de 254 mil tubetes do medicamento para 16 estados, além de 52.350 canetas reutilizáveis para aplicação. A previsão da pasta é concluir o envio dos insumos para todas as unidades da federação até o fim de julho.
Nesta primeira etapa, terão direito ao medicamento crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Medicamento exige menos aplicações
A principal diferença da insulina glargina é sua ação prolongada, que permite, na maioria dos casos, apenas uma aplicação por dia. Com isso, o tratamento tende a ser mais confortável para o paciente, além de contribuir para um controle mais estável da glicemia e reduzir o risco de episódios de hipoglicemia.
Segundo o Ministério da Saúde, a mudança também pode melhorar a adesão ao tratamento, refletindo diretamente na qualidade de vida dos usuários do SUS.
Distribuição já começou
O Ministério da Saúde informou que já enviou mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados brasileiros, além de 52.350 canetas reutilizáveis que serão utilizadas na aplicação do medicamento.
A expectativa é que todos os estados recebam os insumos até o fim deste mês, permitindo que a transição ocorra de forma gradual em todo o país.
Como conseguir a insulina glargina
O acesso ao medicamento será realizado por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Para receber a nova insulina, o paciente ou seu responsável, no caso de crianças e adolescentes — deve apresentar uma receita médica válida, emitida e assinada por um profissional habilitado.
Antes da substituição do tratamento, a equipe de saúde fará uma avaliação clínica para verificar se o paciente atende aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Além da medicação, o usuário também receberá uma caneta reutilizável, com validade de até três anos, e as agulhas necessárias para a aplicação correta do medicamento. As equipes de saúde ainda orientarão sobre a forma de uso e o armazenamento adequado da insulina.
Produção nacional
A incorporação da insulina glargina ao SUS ocorre por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), iniciativa que busca ampliar a produção nacional do medicamento, fortalecer o abastecimento da rede pública e garantir maior segurança no fornecimento aos pacientes.



