Categoria demonstra insatisfação com medidas federais e já articula paralisação nacional, mesmo sem data definida

A possibilidade de uma nova greve nacional de caminhoneiros voltou a preocupar o governo federal diante da alta no preço do diesel e da crescente insatisfação da categoria com as medidas adotadas para conter os custos.
Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, lideranças do setor já indicam decisão favorável à paralisação, embora ainda não exista uma data definida para o início do movimento.
A mobilização envolve tanto caminhoneiros autônomos quanto profissionais vinculados a empresas de transporte, o que amplia o potencial de impacto de uma eventual greve em todo o país.
O principal ponto de tensão foi a combinação entre medidas de alívio anunciadas pelo governo e reajustes posteriores nos preços dos combustíveis pela Petrobras.
No dia 12 de março, a União anunciou a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel, além da criação de uma subvenção que poderia reduzir o valor do combustível em até R$ 0,64 por litro em alguns casos. Apesar disso, a categoria avalia que o efeito prático das medidas foi limitado diante das variações no preço final.
Nos bastidores, cresce a percepção de que o cenário atual pode repetir momentos de tensão já vividos em anos anteriores, especialmente quando o custo do diesel pressiona diretamente a renda dos caminhoneiros.
Sem uma solução que equilibre os preços e atenda às demandas da categoria, a ameaça de paralisação ganha força — e coloca o governo novamente diante de um desafio com potencial de impacto nacional.



