Bastidores da política sergipana expõem tensão na oposição e incertezas sobre 2026

Expectativa em torno de Valmir, ruídos no grupo oposicionista e troca de acusações ampliam o clima de instabilidade no cenário político de Sergipe

Valmir e o milagre

À espera de um milagre encontra-se o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho. Segundo fontes consideradas seguras daquelas que falam baixo, longe das lentes fotográficas e das telas de última geração o mandatário da cidade serrana não anda nem um pouco disposto a deixar esfriar o sonho de ser candidato ao Governo do Estado.

Nos bastidores, o que se comenta é que, para Valmir, a esperança segue firme como a última a morrer. O “Pato”, como é chamado por aliados e adversários, teria pedido ao grupo político que aguarde até o final de fevereiro. O motivo? Recursos que agora tramitam em Brasília. Caso não sejam julgados ou tenham desfecho desfavorável, aí sim ele jogaria a toalha.

Jogaria mesmo? Ou só depois de mais uma prorrogação nos acréscimos? Fica a dúvida.

Rodrigo e Fábio

Como se o grupo de oposição já não estivesse suficientemente bambo, surgiu mais uma tentativa de desequilíbrio: a insinuação de uma possível aproximação entre o deputado Rodrigo Valadares e o governador Fábio Mitidieri.

Rodrigo tratou de ir às redes sociais colocar água fria na fofoca. Disse, com todas as letras, que não existe qualquer aproximação e que seu objetivo é endossar uma candidatura de oposição para “libertar Sergipe e o Brasil”. Discurso padrão, bem ensaiado e dentro do script.

A esposa do deputado, a vereadora Moana Valadares, também entrou em cena. Comentou que o povo “não tem mais o que inventar”. Pois é… criatividade política nunca foi problema por aqui.

Ainda sobre Rodrigo…

Depois de mirar no secretário André David, chamando-o de “muita mídia”, o fogo amigo resolveu mudar de alvo. Desta vez, quem entrou na linha de tiro foi o ex-presidente do PL em Sergipe, Edivan Amorim.

O assessor de Rodrigo, Valdélio, disparou dizendo que Edivan teria sido “traíra” com o saudoso João Alves Filho, ex-sogro do dirigente partidário. E ainda deixou no ar a expectativa de que Edivan não repetisse o suposto roteiro com a prefeita Emília Corrêa.

A resposta veio rápida. Ao ser procurado pelo jornalista Luiz Carlos Focca, Edivan classificou a acusação como sem fundamento, afirmou que sempre ajudou a família do ex-sogro e que jamais traiu o avô de seus três filhos.

Mas como bastidor bom nunca termina sem um tempero extra, Focca aproveitou o gancho e revelou que a ex-deputada federal Cristiane Brasil estaria querendo marcar uma entrevista. Segundo ele, para fazer “algumas revelações” sobre um certo rapazinho e, claro, “alertar o povo de Sergipe”.

Rapazinho quem? Fica no ar. Por enquanto.

O que era para atingir adversários acabou escancarando fissuras internas. No jogo de empurra-empurra da oposição, o tiro parece ter saído pela culatra. E, do jeito que a coisa anda, ainda tem muita munição guardada e pouca pontaria.

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