Senador por Sergipe atende cobranças populares e se junta a outros parlamentares que acusam ministro do STF de abusar de suas prerrogativas

Brasília (DF) – O senador Laercio Oliveira (PP-SE) oficializou nesta quinta-feira, 7 de agosto, sua assinatura no pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão vem após semanas de cobranças intensas por parte de eleitores sergipanos, especialmente em redes sociais e eventos públicos.
O parlamentar usou suas redes sociais para comunicar a decisão:
“Em nome do povo sergipano e dos brasileiros que desejam um País melhor, esta assinatura representa meu apoio à paz, à democracia e ao resgate do equilíbrio entre os Poderes da República”, declarou Laercio.
A medida é parte de um movimento articulado por parlamentares que questionam decisões do ministro do STF em inquéritos sobre fake news, liberdade de expressão e bloqueios em redes sociais. Segundo os signatários, Moraes teria ultrapassado os limites constitucionais de sua função.
Cobrança popular pesou na decisão
A assinatura de Laercio foi precedida por uma forte pressão popular. Na última semana, eleitores organizaram campanhas online exigindo uma posição clara do senador. Comentários nas redes sociais, mensagens diretas e manifestações em eventos públicos pressionavam o parlamentar a aderir ao pedido de impeachment, em sintonia com outros nomes da bancada conservadora.
Essa cobrança, somada ao cenário de crescente tensão entre Legislativo e Judiciário, levou o senador a se posicionar. Para sua base, o gesto representa um realinhamento com os valores que ajudaram a elegê-lo, como a defesa da liberdade de expressão e o respeito à separação entre os poderes.

Sergipe agora tem dois senadores no pedido
Com a adesão de Laercio, Sergipe passa a ter dois representantes no Senado apoiando formalmente o pedido de impeachment. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) já havia assinado o documento anteriormente, sendo um dos primeiros a se manifestar publicamente contra o que considera “excessos do Judiciário”.
O pedido de impeachment foi protocolado por um grupo de senadores que reúne representantes de diversos estados e tendências políticas, mas tem maior adesão entre parlamentares da oposição e da direita.
Pedido depende da presidência do Senado
Apesar do aumento no número de assinaturas, o prosseguimento do processo depende exclusivamente da presidência do Senado, atualmente ocupada por David Alcolumbre (União Brasil). Até hoje, nenhum dos pedidos de impeachment contra ministros do STF protocolados desde 1988 foi adiante.
O trâmite exige que o presidente da Casa aceite o pedido, crie uma comissão especial e submeta o relatório a votação no plenário. Trata-se de um processo complexo, com forte impacto institucional.



