
Levantamento internacional coloca o país entre os últimos colocados em ranking que avalia ambiente de negócios, produtividade, educação e capacidade de atrair investimentos
O Brasil registrou uma das maiores quedas do Ranking Mundial de Competitividade 2026 e passou da 58ª para a 65ª posição entre 70 economias analisadas. O resultado foi divulgado pelo International Institute for Management Development (IMD), da Suíça, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), e reforça os desafios enfrentados pelo país em áreas estratégicas para o crescimento econômico.
A perda de sete posições coloca o Brasil entre os últimos colocados do levantamento, à frente apenas de cinco países avaliados. O ranking mede a capacidade das nações de criar condições favoráveis para o desenvolvimento das empresas, atração de investimentos, geração de empregos e aumento da produtividade.
Segundo os pesquisadores, fatores como baixa qualidade da educação, elevado custo de capital, burocracia, insegurança jurídica e dificuldades para empreender continuam limitando a competitividade brasileira.
País perde espaço no cenário global
A edição de 2026 mostra que o Brasil não conseguiu acompanhar a evolução de outras economias emergentes e desenvolvidas.
Enquanto países asiáticos e europeus avançaram em inovação, digitalização e qualificação da mão de obra, o Brasil apresentou piora em diversos indicadores avaliados pelo estudo.
A queda ocorre após uma recuperação registrada em 2025, quando o país havia melhorado sua posição no ranking. Agora, o resultado volta a acender o alerta para a necessidade de reformas estruturais.


Educação e produtividade aparecem entre os principais gargalos
Os especialistas apontam que um dos principais obstáculos para a competitividade brasileira continua sendo a educação.
O relatório destaca dificuldades relacionadas à formação da mão de obra, à qualificação profissional e à capacidade de inovação.
Outro fator que contribui para o baixo desempenho é a produtividade. Apesar do tamanho da economia brasileira, a produção por trabalhador segue abaixo da média observada em países mais competitivos.
Além disso, empresários enfrentam custos elevados para obtenção de crédito, alta carga tributária e complexidade regulatória.
Ambiente de negócios preocupa investidores
O levantamento também chama atenção para problemas ligados à eficiência governamental e ao ambiente de negócios.
Questões como burocracia, instabilidade regulatória e lentidão em processos administrativos continuam sendo apontadas por investidores nacionais e estrangeiros como entraves para novos empreendimentos.
Embora o Brasil mantenha atrativos importantes, como mercado consumidor amplo, recursos naturais e potencial energético, essas vantagens não têm sido suficientes para compensar as fragilidades estruturais.
Países líderes investem em inovação
As primeiras posições do ranking continuam sendo ocupadas por economias que investem fortemente em tecnologia, educação, infraestrutura e segurança jurídica.
Esses países apresentam maior capacidade de adaptação às transformações globais, além de ambientes favoráveis ao empreendedorismo e à inovação.
Confira os 10 melhores países em competitividade:
10º Estados Unidos
1º Singapura
2º Hong Kong
3º Suíça
4º Taiwan
5º Emirados Árabes Unidos
6º Dinamarca
7º Irlanda
8º Países Baixos
9º Suécia
Desafio para os próximos anos
Economistas avaliam que a competitividade será um dos principais desafios para o Brasil nos próximos anos.
Melhorias em áreas como educação, infraestrutura, ambiente regulatório, inovação e produtividade são consideradas fundamentais para que o país recupere posições e aumente sua capacidade de atrair investimentos.
A avaliação do IMD reforça que a competitividade não depende apenas do tamanho da economia, mas da capacidade de criar um ambiente eficiente, moderno e preparado para os desafios do futuro.



