Com cheiro de Senado: André Moura e o presente que falou mais que mil discursos

Foto das Redes Sociais
Foto das Redes Sociais

A política tem seus códigos, seus sinais e, vez ou outra, suas brincadeiras carregadas
de recados. Foi exatamente isso que vimos no camarote da Câmara, durante as
festividades juninas, quando uma cena inusitada viralizou nas redes: vereadores e
lideranças políticas entregando um presente pra lá de simbólico a André Moura e
Ricardo Vasconcelos – nada mais, nada menos que um sabonete da marca Senador.

Quem tem mais de 30 anos, como eu, entendeu de imediato a sutileza da mensagem.
O sabonete Senador é daqueles produtos que atravessaram gerações, uma marca que
carrega longevidade, tradição e – convenhamos – resistência no mercado. E não foi à
toa que virou símbolo, ainda que em tom de brincadeira, de uma pré-candidatura que
começa a se desenhar com força para 2026.

Para alguns, um simples momento descontraído. Para outros, como eu, um claro sinal
verde à pré-candidatura de André ao Senado. A cena não foi por acaso e muito menos
despretensiosa. Quem estava ali na foto, sorrindo, sabia exatamente o que estava
comunicando: estão dizendo sim à construção de um projeto político robusto, que
começa a ganhar musculatura bem antes do prazo oficial.

E sejamos justos: se tem alguém que pode, de fato, se posicionar como nome
competitivo, é André Moura. Fato é que nenhum outro político sergipano, até hoje,
conseguiu destinar tantos recursos para os 75 municípios do estado. Isso não é
discurso, é dado. É resultado concreto que ficou, mesmo após sua passagem pelos
mandatos e, sobretudo, após a tentativa frustrada de chegar ao Senado em 2018 –
quando, por ironias da política, acabou não logrando êxito.
Mas eleições são dinâmicas. Cada uma com sua história, seus personagens e,
principalmente, seu contexto. E em 2026, ninguém pode se dar ao luxo de subestimar
André Moura. Goste-se ou não, é um político habilidoso, que conhece como poucos as
engrenagens da política, cumpre a palavra e sabe fazer articulação. E isso,
convenhamos, anda cada vez mais raro, sobretudo em tempos de uma nova geração
política que, com todo respeito, mal sabe escrever um discurso… Quem dirá fazer
política de verdade (risos).

A simbologia do sabonete Senador carrega, além do humor, uma provocação: quem
está disposto a entrar nesse banho de articulação, acordos e construção? Nos
bastidores, a informação que circula com força é que Ricardo Vasconcelos já estaria
fechado como primeiro suplente na chapa de André. Resta a pergunta que não quer
calar: quem será o segundo suplente? Tem nome bom sobrando por aí… Eu até tenho
sugestões, mas essa fica para um próximo texto (risos).
Por ora, o fato é que a política sergipana ganhou um novo capítulo, temperado com
humor, símbolos e, claro, muita leitura nas entrelinhas. Porque, como diria aquele
velho ditado, na política não existe brincadeira… existe mensagem
.

Texto escrito pelo Jornalista Higor Trindade, HT Notícias

Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *