Base de atendimento de urgência funcionava em imóvel sem pagamento de aluguel há 18 meses; caso foi parar na Justiça.

A população do município de Lagarto, no sul de Sergipe, foi surpreendida nesta semana com a notícia de uma ordem judicial de despejo contra a base descentralizada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192), que opera na cidade desde 2019. A unidade, essencial para atendimentos de urgência e emergência, funcionava em um imóvel alugado pelo Governo de Sergipe por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), mas, de acordo com informações obtidas pelo portal Sergipe de Fato, o pagamento do aluguel está em atraso há 18 meses.
A base do SAMU em Lagarto é uma das unidades estratégicas para garantir a resposta rápida a emergências na região. Sua localização e estrutura permitem que equipes de socorristas cheguem com mais agilidade a ocorrências que envolvem risco de vida, como acidentes graves, infartos, AVCs e outras situações críticas.
Importância da base descentralizada
Desde a sua criação, o SAMU-192 tem como uma de suas diretrizes a descentralização do atendimento, com bases espalhadas em pontos estratégicos dos estados. No caso de Lagarto, a presença da unidade era considerada vital para a cobertura do sul sergipano.
Além de Lagarto, a base atendia também localidades vizinhas, otimizando o tempo de resposta das equipes médicas. A desativação ou realocação abrupta da estrutura compromete diretamente a qualidade e a eficiência dos serviços prestados, podendo gerar impactos diretos na vida de pacientes que dependem da assistência imediata.
Proprietário recorreu diversas vezes à SES
De acordo com informações levantadas, o proprietário do imóvel tentou, ao longo de meses, resolver a situação de forma administrativa. Foram diversas tentativas de contato com a Secretaria de Estado da Saúde para tratar dos repasses, mas não houve resposta satisfatória por parte do governo estadual.
A decisão de recorrer à Justiça veio após mais de um ano de tentativas frustradas. Ainda segundo fontes ligadas ao caso, o valor acumulado da dívida não foi revelado oficialmente, mas estima-se que ultrapasse dezenas de milhares de reais.



