Durante evento do Sebrae, superintendente evita confirmação sobre vice, mas reforça especulações nos bastidores da política sergipana

Na política, muitas vezes o que não é dito acaba dizendo muito. E foi nesse clima que a superintendente do Sebrae em Sergipe, Priscila Felizola, respondeu a uma pergunta da TV Atalaia durante o evento Caravana SEBRAE Delas, sobre a possibilidade de integrar uma chapa de oposição ao lado do prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho.
A resposta foi típica do manual político: não confirmou, mas também não negou.
Questionada diretamente sobre a possibilidade de ser vice em uma eventual candidatura de Valmir, Priscila devolveu a bola com diplomacia. Disse que quem poderia responder essa pergunta seria o próprio Valmir, já que a escolha caberia a ele.
Mas o detalhe que chamou atenção veio logo depois. Entre sorrisos, a superintendente afirmou que segue realizando seu trabalho institucional, dialogando com diferentes setores e, para completar, se referiu ao prefeito como “nosso candidato”.
Na política, convenhamos, essas palavras raramente são escolhidas por acaso.
Durante a entrevista, Priscila também destacou a crescente busca das mulheres por espaço e protagonismo, ressaltando a importância da participação feminina em posições de liderança e decisão. O evento Sebrae Delas, inclusive, tem como foco justamente o fortalecimento do empreendedorismo feminino e o estímulo à presença das mulheres em ambientes historicamente dominados por homens — como a política.
Nos bastidores, o cenário que envolve o nome de Priscila já vem sendo comentado há algum tempo. Após as eleições de 2024, quando o ex-governador Belivaldo Chagas — pai de Priscila — disputou a vice-prefeitura de Aracaju, tornou-se perceptível um distanciamento político do grupo liderado pelo governador Fábio Mitidieri.
Desde então, circula nos corredores da política sergipana a possibilidade de Belivaldo reposicionar seu grupo no tabuleiro, aproximando-se da oposição. Nesse contexto, o nome de Priscila aparece frequentemente como uma possível peça nesse rearranjo político.
Claro, oficialmente nada está decidido. Mas como costuma acontecer na política, entrevistas públicas acabam funcionando como pequenos “balões de ensaio”.
E nesse caso específico, ficou aquela impressão clássica: talvez ainda não esteja oficialmente combinado… mas também não parece exatamente improvisado.
No fim das contas, pode até não acontecer. Mas se fosse apenas coincidência, a política sergipana — que adora um bom suspense — certamente trataria de inventar outra história.



