Encontro definiu retomada da produção
O governador Fábio Mitidieri se reuniu nesta quinta-feira (18) com representantes da Engeman, empresa contratada pela Petrobras para operar a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Laranjeiras. A expectativa é que até o final de 2025 a unidade volte a produzir CO₂, amônia e ureia, movimentando a economia sergipana e criando 1.400 empregos diretos e indiretos.
Do total, 338 vagas já foram abertas por meio do portal GO Sergipe, vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). O contrato foi assinado em 12 de setembro, no Rio de Janeiro, e marca o início da mobilização da Engeman para manutenção da planta industrial e retomada da produção.

Histórico e importância da fábrica
Implantada em 1980, a Fafen se consolidou como polo estratégico de fertilizantes no Nordeste, sendo fundamental para o desenvolvimento industrial de Sergipe. Após ter sido arrendada à iniciativa privada em 2020, a fábrica passou por períodos de paralisação, incluindo a suspensão das atividades em março de 2024, quando a Unigel, então operadora, alegou inviabilidade econômica.
Mitidieri destacou a relevância histórica da unidade. “A Fafen está desde 1980 fazendo parte da história de Sergipe, gerando emprego, renda e oportunidades. Vivenciamos um momento difícil com a sua hibernação, depois a retomada com a Unigel, até a sua saída, e agora chegamos neste novo momento. Temos a expectativa de que seja uma solução definitiva”, afirmou.
Produção estratégica para o Brasil
Além do impacto local, a retomada da Fafen é estratégica para o agronegócio nacional, em um cenário global marcado por disputas tarifárias. O governador ressaltou o papel do Brasil como potência agrícola.
“A questão dos fertilizantes é de segurança nacional e o Brasil não pode abrir mão disso, até porque somos essencialmente um país agrícola e precisamos da Fafen forte. Essa retomada é fundamental para o país, mas especialmente para a população sergipana”, disse Mitidieri.
Geração de empregos e qualificação
A retomada da produção terá impacto direto no mercado de trabalho. As 338 vagas já disponibilizadas pelo GO Sergipe contemplam desde cargos de ensino fundamental, como auxiliar de serviços gerais, carpinteiro, pintor industrial e encanador, até funções técnicas e uma de nível superior, para enfermeiro do trabalho.
Segundo o secretário da Seteem, Jorge Teles, a prioridade é garantir que os postos sejam ocupados por sergipanos. “Temos a perspectiva de contratar 338 trabalhadores, com prioridade para sergipanos. Estamos atuando neste sentido, ofertando os trabalhadores com a qualificação que eles precisam. Caso não tenham, o governo já assumiu o compromisso de formar profissionais na região, em áreas primordiais à empresa, garantindo que o emprego fique aqui”, destacou.
Cadeia produtiva e economia regional
A expectativa é de que a fábrica produza 1,8 mil toneladas de ureia por dia, além de comercializar amônia, gás carbônico e sulfato de amônio. A reativação também deve impulsionar atividades ligadas à mineração de potássio e ao setor de misturadoras, fortalecendo a cadeia produtiva de fertilizantes no estado.
Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, os efeitos serão sentidos também em Laranjeiras e municípios vizinhos. “Essa fábrica tem um significado muito grande para o sergipano, porque além de trazer os empregos de volta, gera receita para o Estado, Laranjeiras e os municípios vizinhos”, disse.
Parceria com Petrobras e Engeman
O contrato firmado com a Engeman, empresa vencedora da licitação no valor de R$ 976 milhões, define que a companhia ficará responsável pela operação e manutenção das unidades, enquanto a Petrobras cuidará da parte comercial.
Representantes da Petrobras destacaram a atuação do governo sergipano no processo. “O Governo de Sergipe é o mais atuante junto à Petrobras em acompanhar nossas atividades. Gostaria muito de agradecer por esse momento, que para nós é motivo de grande alegria”, declarou Eduardo Santos, gerente regional Nordeste da estatal.
Já a Engeman, fundada em 1983 e com histórico de contratos industriais no Brasil e no exterior, celebrou a retomada. “Para a Engeman e para o estado de Sergipe é um momento importantíssimo, com a retomada de uma fábrica de fertilizantes para o país. Isso traz geração de empregos e renda para a população. Vamos trabalhar muito forte para devolver ao estado todo esse prazer que estamos sentindo”, afirmou Gustavo Peixoto, superintendente de operações da empresa.



