Governo propõe aumentar mistura de etanol na gasolina para 32%

Proposta prevê elevar mistura obrigatória para 32% e reduzir dependência de importações

O governo federal anunciou que pretende aumentar de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina comercializada no país. A proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), responsável por analisar e aprovar a medida.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o objetivo é reduzir os impactos da alta do petróleo no mercado internacional sobre os preços dos combustíveis no Brasil. A expectativa é que a mudança diminua a necessidade de importação de gasolina e fortaleça a segurança energética do país.

“São 450 milhões de litros a menos de importação de gasolina no Brasil. A medida representa segurança energética, modicidade no preço do combustível, descarbonização, desenvolvimento nacional, mais plantio”, afirmou o ministro.

A proposta foi discutida durante reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com integrantes da equipe econômica e representantes do setor sucroenergético. De acordo com Silveira, a ampliação da mistura pode contribuir para que o Brasil reduza sua dependência de combustíveis importados.

“Podermos nos tornar autossuficientes, deixando de ser necessária a importação de gasolina e, com isso, minimizando os impactos também da guerra. Não é uma guerra nossa”, declarou.

Histórico recente

Esta não é a primeira vez que o governo aposta nos biocombustíveis para tentar conter os preços dos combustíveis. Em junho de 2025, o CNPE aprovou o aumento da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%, além da elevação do biodiesel no diesel comum de 14% para 15%.

Desta vez, porém, a proposta contempla apenas a gasolina. Segundo o governo, estudos técnicos apontam que a ampliação para 32% é viável e pode trazer benefícios econômicos e ambientais.

Além da possível redução dos custos com importação, a medida também é defendida por contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, ampliando a participação dos combustíveis renováveis na matriz energética brasileira.

Se aprovada pelo CNPE, a nova mistura passará a valer após a regulamentação do governo federal.

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