
Alimentação e combustíveis pressionaram o bolso dos brasileiros, enquanto queda no preço do café ajudou a conter o índice em junho
A inflação oficial do Brasil acumulou 3,36% no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a maior variação para o período de janeiro a junho desde 2022, quando o índice alcançou 5,49%.
O levantamento é baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador utilizado pelo Governo Federal para medir a inflação oficial do país. Apenas no mês de junho, o índice ficou em 0,16%, desacelerando em relação aos 0,58% registrados em maio.
Alimentação lidera impacto na inflação
Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, alimentação e bebidas foi o que mais contribuiu para o aumento dos preços no primeiro semestre, acumulando alta de 4,56%.
Alguns produtos tiveram aumentos expressivos no período. O tomate registrou elevação de 82,41%, enquanto as carnes também apresentaram alta, influenciando diretamente o orçamento das famílias brasileiras.
Segundo o IBGE, fatores climáticos e o cenário internacional contribuíram para esse comportamento dos preços ao longo dos primeiros meses do ano.
Combustíveis também pressionaram o índice
Outro fator que influenciou a inflação foi o aumento dos combustíveis.
A gasolina acumulou alta de 6,37% entre janeiro e junho, sendo o item individual que mais pressionou o IPCA no período. Já o óleo diesel registrou aumento de 15,68%, impactando os custos do transporte de mercadorias e, consequentemente, diversos produtos consumidos pela população.
Café ficou mais barato
Nem todos os produtos apresentaram aumento.
O café moído acumulou queda de 11,49% no primeiro semestre, reflexo da melhora nas condições da safra. A redução ajudou a amenizar parte da pressão inflacionária observada em outros alimentos.
Junho trouxe desaceleração
Apesar do resultado acumulado no semestre, os dados de junho indicam uma desaceleração da inflação.
De acordo com o IBGE, a redução no ritmo de alta dos alimentos foi um dos principais fatores para que o IPCA recuasse em relação ao mês anterior, surpreendendo parte das expectativas do mercado financeiro.
O índice oficial da inflação é acompanhado por consumidores, empresas e governos porque influencia decisões econômicas, reajustes de contratos, benefícios sociais e a definição da taxa básica de juros pelo Banco Central.



