Postagens do Cidadania Sergipe foram excluídas das redes sociais pela executiva nacional do partido. A medida ocorre após a destituição do presidente nacional Conte Bittencourt e amplia a crise interna da sigla, que já enfrentava instabilidade política.
Em nota oficial divulgada nesta semana, a Executiva Estadual do Cidadania Sergipe afirma que conteúdos publicados no Instagram da executiva estadual foram retirados das páginas oficiais do Cidadania Nacional. Segundo o texto, as exclusões atingiram, sobretudo, postagens sobre o último congresso estadual e a atuação de dirigentes locais.

De acordo com a nota, os conteúdos já haviam sido replicados anteriormente nas redes nacionais do partido, o que, na avaliação da direção sergipana, torna a exclusão injustificada. A executiva destaca que as publicações davam visibilidade ao trabalho político no Estado e à eleição de uma mulher para a presidência estadual da sigla, classificada como histórica.
A Executiva Estadual sustenta que a retirada das postagens representa o apagamento da trajetória do partido em Sergipe e um gesto de desvalorização da participação feminina nos espaços de poder. O texto afirma ainda que a atitude contraria princípios defendidos pelo Cidadania e ignora o crescimento partidário no Estado.
Diante do episódio, a executiva sergipana informou que solicitou formalmente esclarecimentos à direção nacional sobre os motivos da exclusão, alegando não ter sido avisada previamente. A nota reforça que o partido no Estado seguirá na defesa da autonomia e do respeito às executivas municipais e estaduais.
Procurado pela reportagem, o deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania-SE), que já presidiu o partido em Sergipe, lamentou o ocorrido. Segundo ele, uma das postagens excluídas era a que tratava do congresso estadual que elegeu uma mulher para a presidência da executiva estadual. Passos afirmou que o presidente nacional do partido, Roberto Freire, não teria considerado a importância simbólica e política desse episódio para a representatividade interna da legenda.




Uma resposta
Que absurdo!