Durante depoimento, Alexandre Guimarães foi questionado por Rogério Correia (PT-MG) sobre indicação política e suposta ligação com o ex-líder do governo Temer

Depoimento reacende debate sobre interferência política no INSS
A CPI que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou novo fôlego após o depoimento de Alexandre Guimarães, ex-diretor de Governança do órgão. Em sessão recente, o deputado Rogério Correia (PT-MG) confrontou o ex-diretor sobre sua nomeação, que teria sido articulada pelo ex-deputado André Moura, ex-líder do governo Michel Temer.
Em vídeo que viralizou nas redes sociais, Correia destacou:
“O senhor disse uma pessoa importante, que não tinha aparecido ainda, que o indicou, embora o senhor diga que seja por currículo, que é o deputado André Moura.”
O parlamentar ainda afirmou que Moura era conhecido como “dono do INSS” e teria influência direta na gestão da Previdência.
“Deputado André Moura era o líder do governo Temer… era conhecido como dono do INSS e muito amigo de Eduardo Cunha”, disse Correia.
Ex-diretor nega interferência
Alexandre Guimarães negou qualquer interferência política em sua nomeação e afirmou que o cargo foi conquistado por mérito técnico.
“O senhor sabia dessa função do senhor André Moura? Não sabia. Não sabia. Pois era ele”, rebateu o deputado, ao questionar o depoente.
CPI apura suposto esquema de “entidades picaretas”
Durante a sessão, Correia também sugeriu que a influência de Moura teria aberto espaço para a atuação de “entidades picaretas” ligadas a fraudes no INSS.
“Essa ligação com André Moura passou a articular algo novo no INSS, que foram essas entidades picaretas que apareceram”, afirmou.
A menção a Moura adiciona um componente político relevante à investigação, que busca apurar a relação entre indicações políticas e o surgimento de irregularidades na Previdência.



