Morte de 14 gatos no campus da UFS mobiliza força-tarefa e amplia investigação em Sergipe

Universidade, Polícia Civil, MPF e Polícia Científica atuam para esclarecer série de ocorrências registradas em São Cristóvão

A morte de pelo menos 14 gatos comunitários no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, desencadeou uma força-tarefa envolvendo a instituição, a Polícia Civil, a Polícia Científica e o Ministério Público Federal (MPF). Os casos foram registrados entre os dias 6 e 8 de junho e geraram forte repercussão entre estudantes, professores, servidores e defensores da causa animal.

Os animais foram encontrados mortos em diferentes pontos do campus, levando a comunidade acadêmica a cobrar respostas sobre as circunstâncias das ocorrências. Desde então, a universidade passou a atuar em conjunto com órgãos de investigação para identificar o que provocou as mortes.

Em nota oficial divulgada nesta semana, a UFS informou que acompanha o caso por meio da Divisão de Animais Comunitários (Diacom), setor responsável pelo monitoramento e manejo ético dos gatos que vivem na área universitária.

Exames tentam identificar a causa das mortes

Os corpos dos animais recolhidos foram encaminhados ao Departamento de Medicina Veterinária (DMV), onde estão sendo realizados exames periciais e necropsias.

Os laudos deverão fornecer informações importantes para esclarecer se as mortes foram provocadas por ataques de outros animais, envenenamento ou qualquer outro fator externo.

Além da análise técnica realizada dentro da universidade, o caso também passou a ser acompanhado pela Polícia Científica e pela Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama), responsável por investigar crimes contra animais em Sergipe.

Hipóteses estão sendo analisadas

Segundo a universidade, os registros apontam que os episódios ocorreram durante o período noturno, quando há menor circulação de pessoas no campus.

Diante das evidências coletadas até o momento, as equipes trabalham com algumas linhas de investigação. Entre elas está a possibilidade de ataques por cachorros-do-mato, espécie silvestre encontrada em áreas de vegetação próximas ao campus.

Outra hipótese considerada é a atuação de cães errantes que circulam na região e poderiam ter atacado os animais durante a madrugada.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa das mortes.

Caso mobilizou protetores e comunidade acadêmica

A sequência de ocorrências provocou preocupação entre grupos de proteção animal que atuam na universidade. Nas redes sociais, estudantes e voluntários compartilharam relatos, imagens e pedidos de investigação.

A repercussão levou o Ministério Público Federal a acompanhar o caso e solicitar informações sobre as medidas adotadas para apuração dos fatos e proteção dos animais comunitários.

A UFS destaca que mantém um programa permanente de monitoramento dos gatos que vivem no campus, incluindo ações de alimentação, acompanhamento veterinário, controle populacional e promoção do bem-estar animal.

Universidade pede colaboração da população

Enquanto as investigações continuam, a instituição reforça o pedido para que qualquer informação que possa contribuir com a apuração seja encaminhada às autoridades.

Imagens, vídeos, registros fotográficos e relatos de movimentações suspeitas durante a noite podem ajudar a esclarecer o que aconteceu.

As informações podem ser enviadas diretamente à Divisão de Animais Comunitários (Diacom) pelo WhatsApp (79) 3194-6449.

A expectativa é que os laudos periciais e o avanço das investigações permitam esclarecer as circunstâncias das mortes e orientar futuras medidas de proteção aos animais que vivem na Cidade Universitária Professor José Aloísio de Campos.

Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *