
Deputado voltou a cobrar a conclusão da obra que deve ampliar o abastecimento em municípios como Ribeirópolis, São Miguel do Aleixo, Nossa Senhora Aparecida e Moita Bonita
O deputado estadual Georgeo Passos (Republicanos) voltou a cobrar, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a conclusão da adutora que deve levar água do Rio São Francisco para municípios do Agreste sergipano.
Durante a sessão desta quinta-feira (27), Georgeo criticou a demora na execução da obra e afirmou que o Governo do Estado não cumpriu o prazo anunciado para a entrega. Segundo o parlamentar, a previsão era concluir o empreendimento em junho de 2026.
“Mais uma vez o Governo do Estado de Sergipe não entrega uma obra importante para nossa região”, afirmou Georgeo, ao citar os impactos para moradores de São Miguel do Aleixo, Nossa Senhora Aparecida, Ribeirópolis e Moita Bonita.
A cobrança ocorre em um contexto de histórico de atrasos. Em janeiro de 2025, Georgeo já havia afirmado que a obra da Adutora do Alto Sertão se arrastava havia cerca de dez anos e informado que a Deso tinha R$ 22 milhões destinados ao contrato para sua conclusão.
O parlamentar também lembrou a situação da rodovia que liga Itabaiana a Itaporanga D’Ajuda, apontando a obra como outro compromisso que, segundo ele, não avançou conforme o esperado. O trecho entre os dois municípios aparece na carteira de projetos do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste, com previsão de implantação da SE-255, em um segmento de aproximadamente 17,34 quilômetros.
Georgeo afirmou ainda que recebeu, no último dia 20, uma resposta do secretário-chefe da Casa Civil sobre a situação da adutora. Segundo ele, já foram encaminhados diversos ofícios à Deso e ao Governo do Estado cobrando informações e providências.
“Essa obra foi iniciada ainda no governo Marcelo Déda e até hoje não foi concluída. Já encaminhamos diversos ofícios para a Deso, para o Governo do Estado e nada de conclusão”, declarou.
A cobrança de Georgeo ocorre enquanto municípios da região continuam enfrentando episódios de instabilidade no abastecimento. Em abril deste ano, por exemplo, a própria Iguá informou interrupções relacionadas à Adutora Semiárido, afetando Ribeirópolis, São Miguel do Aleixo, Nossa Senhora Aparecida e outros municípios



