
Nesta terça-feira (30 de junho), Dia D da segunda edição da Operação Mulher Segura, forças de segurança intensificaram em Sergipe as ações de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa integra o Pacto Nacional contra o Feminicídio e tem como objetivo fortalecer a prevenção, ampliar a conscientização da população e incentivar as denúncias, reforçando os mecanismos de proteção disponíveis às vítimas.
Segundo a delegada Lara Schuster, a operação acontece em um momento de preocupação com o aumento dos casos de violência contra a mulher e busca mobilizar toda a sociedade para enfrentar o problema. Ela destacou que a violência doméstica vai muito além das agressões físicas e pode ocorrer entre familiares, pessoas sem vínculo de sangue e também em relações afetivas atuais ou encerradas, independentemente de convivência na mesma residência.
A delegada explicou que, além da violência física, a legislação reconhece outras formas de agressão, como a violência psicológica, moral, patrimonial, sexual e a violência vicária, quando o agressor utiliza filhos ou familiares para atingir emocionalmente a vítima.
Lara Schuster ressaltou que a Lei Maria da Penha oferece instrumentos importantes de proteção, como as medidas protetivas de urgência, mas alertou que muitas mulheres permanecem no ciclo da violência sem identificar os primeiros sinais. “Precisamos conscientizar as pessoas para que busquem ajuda e denunciem aos primeiros sinais de violência”, enfatizou.
Outro dado que preocupa, segundo a delegada, é que a maior parte dos casos de feminicídio registrados em Sergipe ocorreu sem que as vítimas tivessem procurado ajuda anteriormente. “O feminicídio não é o primeiro crime. Ele acontece depois de uma sequência de outras violências consideradas menores”, alertou, reforçando que qualquer pessoa pode denunciar situações suspeitas.
As denúncias podem ser feitas pelos telefones 181, da Polícia Civil, e 180, canal nacional de atendimento à mulher. As vítimas também podem utilizar a Delegacia Virtual da Mulher, que permite solicitar medidas protetivas de urgência sem a necessidade de comparecimento imediato a uma unidade policial.
A delegada também destacou a atuação da Casa da Mulher Brasileira, recentemente inaugurada em Sergipe, que concentra diversos serviços especializados em um único espaço, incluindo atendimento do Instituto Médico Legal (IML), assistência psicossocial, orientação jurídica e acolhimento às vítimas.
Além da capital, Sergipe conta com delegacias e núcleos especializados de atendimento à mulher em municípios como Barra dos Coqueiros, Cristinápolis, Estância, Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro, Própria, São Cristóvão e Tobias Barreto, ampliando a rede estadual de proteção.
Ao encerrar, Lara Schuster reforçou que a Operação Mulher Segura também tem caráter preventivo. “Queremos conscientizar as pessoas para que procurem ajuda logo nos primeiros sinais de violência, garantindo às mulheres o direito de viver sem medo e sem violência”, concluiu.
Fonte: Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE).



