Procedimento realizado em Aracaju pode possibilitar retomada de movimentos; equipe do Rio de Janeiro acompanha pesquisa

Uma paciente de 27 anos, diagnosticada com paraplegia crural, recebeu em Aracaju um tratamento inovador com polilaminina, substância utilizada em estudos voltados à reconexão da medula espinhal e à possível recuperação de movimentos em casos de paraplegia e tetraplegia.
O procedimento foi realizado neste domingo (22), na capital sergipana, sob coordenação do serviço de neurocirurgia do Hospital Unimed de Aracaju. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (23) pelo neurocirurgião José Calasans.
De acordo com o médico, a paciente apresenta comprometimento motor nos membros inferiores, condição que impede os movimentos das pernas. A aplicação da polilaminina faz parte de um protocolo de pesquisa conduzido por uma equipe especializada do Rio de Janeiro, que participou diretamente do procedimento.
Histórico clínico
Antes do tratamento experimental, a paciente já havia passado por uma cirurgia em dezembro de 2025, quando foi submetida a um procedimento de descompressão e artrodese — técnica que consiste na estabilização da coluna por meio da implantação de parafusos e hastes metálicas.
Segundo a equipe médica, a nova intervenção representa uma etapa adicional no processo terapêutico, com expectativa de estimular a reconexão das fibras nervosas lesionadas.
Tratamento em fase de estudo
A polilaminina ainda integra protocolos de pesquisa e não é considerada tratamento convencional. A substância tem sido estudada por sua capacidade de favorecer a regeneração neural e restabelecer conexões na medula espinhal.
A evolução da paciente será acompanhada de forma contínua pela equipe médica, que avaliará possíveis ganhos funcionais ao longo das próximas semanas e meses.
O procedimento coloca Sergipe no cenário de iniciativas médicas voltadas à pesquisa em terapias regenerativas da medula espinhal.



