
Foto: SSP/SE
Homem de 43 anos foi detido na zona rural do município; abusos teriam ocorrido durante períodos de visitação determinados pela Justiça
Um homem de 43 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil nesta terça-feira (7), suspeito de cometer o crime de estupro de vulnerável contra o próprio filho, de apenas 7 anos de idade. A prisão aconteceu em um povoado da zona rural de Tobias Barreto, no interior de Sergipe, e foi confirmada nesta quarta-feira (8) pelas autoridades.
Segundo o inquérito policial, o suspeito se aproveitava dos períodos de visitação quinzenal à criança definidos por acordo judicial para praticar os abusos. Além da violência sexual, as investigações apontam que ele também usava de agressões físicas e ameaças para intimidar o filho e evitar que os fatos fossem revelados.
Como as investigações evoluíram
O caso passou a ser acompanhado pela Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), responsável por apurar crimes contra crianças e adolescentes no estado. Com o avanço das diligências e a análise do conjunto de provas coletadas, os investigadores entenderam que havia indícios consistentes da autoria do crime.
Diante disso, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito, medida aplicada para garantir a ordem pública, as investigações e a segurança da vítima. Ele foi detido em sua residência e encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça até a realização da audiência de custódia.
Crime tem pena prevista de até 15 anos
Conforme o Código Penal Brasileiro, o estupro de vulnerável é considerado crime grave, com pena que varia de 8 a 15 anos de reclusão. A legislação também prevê aumento de pena quando o autor tem vínculo de parentesco ou guarda com a vítima, como é o caso dos autos.
As autoridades reforçam que casos de violência contra crianças e adolescentes devem ser denunciados imediatamente. Quem tiver conhecimento de situações de risco ou abuso pode procurar a delegacia mais próxima, ligar para o Disque 100 — serviço gratuito e nacional — ou contatar o Conselho Tutelar da região.



