Polícia Civil prende articulador do tráfico em operação interestadual

Alvo da Operação Hibernação Final é apontado como uma das principais lideranças do tráfico com atuação em Sergipe

Foto SSP/SE

A Polícia Civil de Sergipe (PC/SE), por meio do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), deflagrou na manhã desta terça-feira, 23, a Operação Hibernação Final, que resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra um investigado apontado como um dos principais articuladores do tráfico de drogas com atuação em Sergipe.

A ação ocorreu no município de Paranapanema, no interior de São Paulo, com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil paulista e suporte da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol/PC/SE).

Segundo a Polícia Civil, a operação é um desdobramento das investigações iniciadas após a apreensão de mais de 200 quilos de maconha em um depósito localizado em Itaporanga d’Ajuda, em abril deste ano. Vestígios encontrados no local foram atribuídos ao investigado, apontado como responsável pela coordenação da distribuição do entorpecente em Sergipe.

As apurações revelaram que o suspeito já havia sido preso anteriormente em operações policiais e possuía mandados de prisão em aberto, inclusive expedido pela 5ª Vara Federal de Foz do Iguaçu (PR). Ele é investigado por integrar uma organização criminosa com atuação interestadual e internacional, mantendo vínculos com países como Colômbia, Bolívia e Paraguai.

O investigado também acumula diversas passagens e condenações por crimes como tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, porte ilegal de arma de fogo e homicídios. Em uma das investigações, foi identificada até mesmo a falsificação de certidão de óbito para tentar escapar da Justiça.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, documentos e anotações, que irão subsidiar a continuidade das investigações. Outro integrante da organização criminosa segue foragido.

O nome da operação faz referência ao apelido do investigado, conhecido como “Puff”, simbolizando o período em que permaneceu escondido da Justiça, encerrado com a ação policial.

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