
Um professor sergipano está entre os 24 educadores brasileiros selecionados para uma formação internacional em Física realizada em Genebra, na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, considerado o maior laboratório de física de partículas do mundo. Representando o estado, o docente Diego Batista Santos Calefi, do Centro de Excelência Atheneu Sergipense, participa da capacitação entre os dias 17 e 27 de abril.
A seleção foi realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, vinculada ao Ministério da Educação, e envolveu critérios rigorosos. Para conquistar a vaga, os candidatos precisaram apresentar propostas pedagógicas inovadoras, além de comprovar atuação relevante no ensino de Física e Ciências na rede pública.
O programa integra o esforço do governo federal para fortalecer a formação científica de professores da educação básica, promovendo intercâmbio internacional e ampliando o acesso ao conhecimento produzido nas áreas mais avançadas da ciência.
“O CERN é o maior laboratório de física do mundo. O critério para participar foi a criação de uma metodologia educacional inovadora sobre física de partículas, além da análise das atividades já desenvolvidas pelo professor. Fui aprovado e, após a capacitação, me tornei embaixador de física de partículas na área educacional de Sergipe”, destacou Diego Batista Calefi.
Durante a formação, os professores têm acesso a conteúdos de ponta sobre física de partículas, área responsável por estudar os elementos fundamentais que compõem o universo. Entre os temas abordados está o Bóson de Higgs, cuja descoberta no CERN rendeu o Prêmio Nobel de Física.
Segundo o professor sergipano, a experiência vai além do aprendizado técnico e terá impacto direto na educação local. “Após a capacitação, torno-me embaixador dessa ciência em Sergipe pela vertente educacional. Por ser física de ponta e ciência de fronteira, ainda pouco explorada na educação básica, promoverei ações de divulgação nos próximos meses no Centro de Excelência Atheneu Sergipense, onde atuo”, afirmou.
A proposta do Programa Brasileiro de Professores no CERN é justamente ampliar o alcance desse tipo de conhecimento nas escolas públicas, despertando o interesse dos estudantes pela ciência e tecnologia, além de identificar novos talentos na área.
Para Calefi, a iniciativa cumpre um papel estratégico. “O programa é fundamental porque divulga um conhecimento ainda incipiente na educação básica e ajuda a identificar talentos brasileiros para impulsionar a física de partículas nas escolas”, ressaltou.
A participação do professor sergipano reforça a presença do estado em iniciativas científicas internacionais e evidencia o potencial transformador da educação quando conectada às principais instituições de pesquisa do mundo.Professor de Sergipe participa de formação no maior laboratório de física do mundo



