Movimento busca reposicionar legenda no estado e equilibrar disputa com Rogério Carvalho e Márcio Macedo no Senado
Eliane Aquino volta ao centro das articulações
O Partido dos Trabalhadores em Sergipe se movimenta nos bastidores para lançar a ex-vice-governadora Eliane Aquino como candidata ao governo do estado em 2026. A articulação, apurada com exclusividade pelo Bancada Sergipana, ganhou força após chegar ao presidente Lula, que teria dado aval inicial à estratégia.
A eventual candidatura recoloca Eliane no centro da cena política sergipana e pode alterar o tabuleiro partidário, hoje dominado por discussões em torno das disputas para o Senado.

Cenário interno do PT
Atualmente, o senador Rogério Carvalho é nome certo na corrida pela reeleição, enquanto Márcio Macedo, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, também sinaliza interesse em disputar uma vaga no Senado. A presença de Eliane na chapa majoritária abriria espaço para recompor forças internas, reduzindo tensões e oferecendo ao eleitorado um nome competitivo para o governo.
Segundo interlocutores, a entrada da ex-vice-governadora seria uma tentativa de reagrupar o PT no estado, que em outros tempos teve protagonismo expressivo: cinco deputados estaduais, cinco vereadores em Aracaju, dois federais, um senador e até o comando do Executivo estadual.
Argumento contra divisão interna
Uma das preocupações discutidas é a possibilidade de “excesso petista” na chapa, já que três nomes de destaque estariam em disputa simultânea. No entanto, fontes ligadas à articulação afirmam que a situação não é inédita e lembram o exemplo baiano: “Basta olhar para o estado vizinho. Lá, Jerônimo Rodrigues, atual governador, deverá disputar a reeleição, e os nomes cogitados para o Senado são o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ou seja, é um projeto sólido e coeso do PT.”
O peso de Eliane Aquino
Ex-vice-governadora e viúva do ex-governador Marcelo Déda, Eliane Aquino construiu sua trajetória política marcada pela atuação em áreas sociais e por uma imagem de diálogo. Sua possível candidatura pode representar não apenas a retomada do protagonismo petista, mas também um contraponto a lideranças locais de outras legendas que já se articulam para 2026.
Além disso, a movimentação reforça a tentativa do PT de manter influência em Sergipe, mesmo diante da fragmentação política e do avanço de outras siglas no estado.
O que vem pela frente
Ainda não há confirmação oficial da ex-vice-governadora sobre a intenção de concorrer, mas a movimentação nos bastidores é considerada estratégica para preparar terreno com antecedência. Até 2026, as negociações devem se intensificar, sobretudo na definição das alianças e na composição final da chapa majoritária.
Com informações do site Bancada Sergipana



