Durante a coletiva de imprensa realizada nesta semana para apresentar os resultados do edital de Emendas Participativas 2025, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) comentou publicamente as críticas feitas pelo deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE) em relação à sua atuação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.
A polêmica começou na semana anterior, quando Valadares utilizou seu perfil na rede social X (antigo Twitter) para ironizar a presença de Vieira na CPI. Na publicação, o deputado escreveu: “Um apoiador do PT investigar o crime organizado é igual ao Oruam investigando o Comando Vermelho”, sugerindo incoerência na participação do senador nas investigações.

Questionado sobre o comentário, Alessandro reagiu com firmeza. “Eu estou preocupado em trabalhar com o povo, em resolver problemas. Não costumo dar atenção a esse tipo de coisa. Mas se ele me ofende, processo. Já teve que me pagar indenização por danos morais. Se for o caso, processo de novo”, declarou, fazendo referência a uma ação judicial anterior entre os dois parlamentares.
O senador também insinuou que os ataques poderiam estar relacionados à sua atuação na CPI. “Ele critica porque estou na CPI do Crime Organizado. Não sei se tem algum interesse em defender o crime organizado”, afirmou, levantando questionamentos sobre possíveis motivações políticas por trás das críticas.
Em tom irônico, Vieira comentou ainda sobre a trajetória política de Valadares. “Foi eleito com boné do MST, depois virou bolsonarista, agora quase filho do Bolsonaro. É o estilo dele”, disse.
Apesar do embate verbal, Alessandro enfatizou que pretende manter o foco em seu trabalho parlamentar. “Confio no eleitor, respeito quem pensa diferente. Mas minha missão é cuidar do povo e combater o crime. Não posso perder tempo com bobagens”, concluiu.
A CPI do Crime Organizado, instalada no Senado Federal, tem como objetivo investigar a atuação de facções criminosas no Brasil e a possível ligação dessas organizações com estruturas políticas e econômicas.



