
Sergipe realizou a primeira ação prática do protocolo de Captura, Esterilização e Devolução (CED) para o manejo ético de gatos comunitários e não domiciliados. A iniciativa ocorreu em Nossa Senhora do Socorro e foi articulada pelo Ministério Público Federal (MPF) dentro do Projeto Gestão Ética de Cães e Gatos.
A ação começou com a captura dos animais pela Secretaria Especial da Promoção e Defesa dos Direitos dos Animais (Sepdan), nas colônias previamente mapeadas. Em seguida, os gatos passaram por cirurgias de castração realizadas pela Diretoria de Proteção Animal do governo estadual. Após a recuperação, os animais são devolvidos aos locais onde foram encontrados.
Município tem 12 colônias mapeadas
O levantamento realizado em Nossa Senhora do Socorro identificou 12 colônias de gatos, incluindo uma com mais de 50 animais. O mapeamento é utilizado para organizar o controle populacional e auxiliar nas ações de prevenção e monitoramento da esporotricose.
A iniciativa cumpre um encaminhamento definido em reunião realizada em 3 de março de 2026, quando MPF, Estado e município estabeleceram um cronograma de atuação nas áreas identificadas.
Ação também envolve prevenção da esporotricose
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) destacou a importância do monitoramento dos animais em relação à esporotricose. A instituição deverá atuar com o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Sergipe e o Laboratório Central de Saúde Pública em ações de capacitação, pesquisa e produção de material educativo.
O trabalho faz parte do conceito de Saúde Única, que considera a relação entre saúde humana, saúde animal e meio ambiente.
Segundo o procurador da República Ígor Miranda da Silva, coordenador do projeto, a ação representa um avanço para transformar o protocolo em política pública permanente.
“O mais importante é perceber que o CED começa a sair do campo das experiências pontuais e passa a ser incorporado pelo poder público como instrumento de política pública.”
O MPF informou que continuará acompanhando o cronograma em Nossa Senhora do Socorro e trabalhando para ampliar a aplicação do protocolo em outras regiões de Sergipe.
Fonte: MPF/SE



