
Sergipe terminou o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 7,9%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice coloca o estado entre as cinco unidades da Federação com maior taxa de desocupação no período.
O resultado sergipano ficou 2,5 pontos percentuais acima da média nacional, que foi de 5,4%. Na comparação entre os estados, Sergipe aparece atrás apenas de Amapá, Bahia, Piauí e Pernambuco, considerando as maiores taxas de desemprego registradas no segundo trimestre.
Sergipe está entre as maiores taxas
De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, o Amapá apresentou a maior taxa de desemprego do país, com 9,8%. Na sequência aparecem Bahia, com 9,1%; Piauí e Pernambuco, ambos com 8,3%; e Sergipe, com 7,9%.
O ranking das maiores taxas ficou assim:
- Amapá: 9,8%
- Bahia: 9,1%
- Piauí: 8,3%
- Pernambuco: 8,3%
- Sergipe: 7,9%
Na outra ponta, Santa Catarina registrou a menor taxa do país, com 2,1%, seguida por Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%.
Estado ficou acima da média brasileira
A taxa de 7,9% registrada em Sergipe chama atenção quando comparada ao resultado nacional. Enquanto o Brasil encerrou o segundo trimestre com 5,4% de desemprego, o estado apresentou um índice 2,5 pontos percentuais superior.
A diferença também evidencia a desigualdade existente entre as regiões brasileiras. Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE, fatores como nível de industrialização, evolução da atividade econômica e grau de instrução da população ajudam a explicar as diferenças entre os estados.
“Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, explicou o analista.
Desemprego nacional caiu
Apesar do cenário ainda desafiador em parte dos estados, o resultado nacional apresentou melhora. A taxa de desemprego no Brasil caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre de 2026.
O IBGE informou ainda que, entre as 27 unidades da Federação, 13 registraram redução da taxa de desemprego no período. Sergipe não aparece na lista dos estados que tiveram queda, ficando, portanto, fora do grupo de localidades que apresentaram redução no indicador no segundo trimestre.
Entre os estados que tiveram as maiores reduções estão Rio Grande do Norte, com queda de 1,9 ponto percentual; Paraíba, com redução de 1,6 ponto; Acre, com 1,6 ponto; e Tocantins, com 1,5 ponto percentual.
Desemprego de longa duração também caiu
Outro dado destacado pela Pnad Contínua é a redução do número de pessoas que estão há pelo menos dois anos procurando trabalho.
No segundo trimestre de 2026, 1,06 milhão de brasileiros estavam nessa situação, o menor número registrado desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.
Na comparação com o mesmo período de 2025, houve uma redução de 15,6% nesse contingente.
Mulheres enfrentam taxa maior
A pesquisa também mostra diferenças na taxa de desemprego entre homens e mulheres.
No segundo trimestre, a taxa de desocupação entre os homens ficou em 4,6%, abaixo da média nacional de 5,4%. Entre as mulheres, o índice chegou a 6,4%, acima da média do país.
Os dados também apresentam diferenças de acordo com a cor ou raça. A taxa de desemprego foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.
O IBGE utiliza as categorias de cor ou raça autodeclaradas na pesquisa. O Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.
Como o IBGE calcula o desemprego
A Pnad Contínua considera a população com 14 anos ou mais e leva em conta diferentes formas de inserção no mercado de trabalho, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.
Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa estar sem trabalho e ter efetivamente procurado uma ocupação no período de referência estabelecido pela pesquisa.
O levantamento é realizado em milhares de domicílios espalhados pelo país e permite acompanhar a situação do mercado de trabalho nas diferentes unidades da Federação.
O que o número representa para Sergipe
A taxa de 7,9% não significa, isoladamente, que o desemprego tenha aumentado em Sergipe. O indicador mostra o percentual de pessoas desocupadas dentro da força de trabalho no período analisado.
O principal ponto de atenção é a comparação com os demais estados e com a média nacional. Nesse recorte, Sergipe apresenta uma situação menos favorável: está entre as cinco maiores taxas de desemprego do país e registra índice significativamente superior ao brasileiro.
Ao mesmo tempo, o dado precisa ser analisado dentro de uma série histórica para indicar se o mercado de trabalho sergipano está melhorando ou piorando. A taxa de um único trimestre funciona como um retrato do período, mas não explica sozinha toda a trajetória do emprego no estado.
Fonte: Agência Brasil, com dados da Pnad Contínua/IBGE.



