
O clima nos bastidores da política sergipana esquentou. Em meio a declarações cifradas e articulações veladas, ganha força a possibilidade de rompimento entre o deputado federal Gustinho Ribeiro (Republicanos) e o grupo do governador Fábio Mitidieri (PSD). A movimentação pode redesenhar o cenário da sucessão estadual de 2026.
O primeiro indício surgiu há cerca de 45 dias, quando o presidente estadual do PL, Edvan Amorim, afirmou em entrevista que dois deputados federais romperiam com o governo até 2026. Sem citar nomes, deixou no ar uma mensagem interpretada por aliados como um sinal direcionado a Gustinho.
O burburinho cresceu com a fala do prefeito de Lagarto, Sérgio Reis (PSD), rival de Gustinho. Em tom provocativo, declarou: “Gustinho vai trair o governador.” Apesar da disputa local, a frase foi vista como mais que uma provocação. Na política, poucas declarações são feitas sem cálculo.
A confirmação de que algo se move nos bastidores veio nesta sexta-feira (18). Em entrevista, o presidente municipal do Republicanos em Aracaju, Dr. Fausto Leite, sugeriu a formação de uma chapa oposicionista com Valmir de Francisquinho (governador), Adailton (senador), Thiago de Joaldo (vice) e Edvaldo Nogueira (também para o Senado).
A novidade foi o nome de Edvaldo. Segundo Fausto, o ex-prefeito de Aracaju teria sido convidado por Gustinho para integrar o projeto. Questionado sobre a viabilidade da aliança, o dirigente desconversou: “Por que não?”
A declaração acendeu o alerta no governo. Para alguns, tratou-se de um balão de ensaio. Para outros, um recado direto: Gustinho já estaria articulando sua saída da base governista.
Fábio Mitidieri evita comentar o tema publicamente. Mas aliados próximos admitem o desconforto com os sinais emitidos. Nos bastidores, o xadrez da sucessão estadual já começou a ser jogado.



