Georgeo alerta para possível alta na conta de água após reajuste de energia

Foto: Jadilson Simões

Na sessão ordinária desta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa de Sergipe, o deputado estadual Georgeo Passos (Republicanos) chamou atenção para um possível efeito em cadeia no bolso dos sergipanos: após o reajuste na conta de energia, a tarifa de água também pode sofrer aumento nos próximos meses.

Em plenário, o parlamentar destacou que há previsão de reajuste médio de quase 8% na energia elétrica, o que já preocupa consumidores. Segundo ele, historicamente, decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica acabam sendo seguidas por revisões tarifárias na água, autorizadas pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe.

“Geralmente depois que a Aneel autoriza o reajuste na energia, vem a Agrese e autoriza o aumento da conta de água. Vimos diversas reclamações da falta de água, as pessoas clamando em diversas cidades”, afirmou Georgeo.

O deputado citou exemplos de municípios que enfrentam problemas no abastecimento, como Carira e o povoado Lages, em Nossa Senhora Aparecida, onde, segundo ele, moradores voltaram a utilizar caixas d’água nas portas devido à irregularidade no fornecimento.

Preocupação com novo reajuste

Georgeo demonstrou preocupação com a possibilidade de a Agrese autorizar mais uma recomposição inflacionária nas tarifas de água, o que impactaria ainda mais o orçamento da população.

“Vimos aqui que a conta de energia irá ficar mais cara. Agora imagine para o povo dizer que a conta de água também ficará mais cara. E geralmente é nesse período de abril/maio que a Agrese decide se reajusta ou não as tarifas de água”, alertou.

O parlamentar também criticou a avaliação negativa dos serviços prestados pela Iguá Sergipe, destacando que, mesmo diante das reclamações, aumentos tarifários vêm sendo autorizados nos últimos anos.

“As pessoas já estão avaliando muito mal os serviços prestados pela Iguá. Então fica aqui mais uma vez a nossa observação: as contas de água podem ficar mais caras se a Agrese autorizar a recomposição inflacionária mais uma vez”, concluiu.

A discussão levanta um alerta sobre o impacto acumulado de reajustes em serviços essenciais, especialmente em um cenário em que consumidores já enfrentam aumento no custo de vida.

Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *