‘Operação Cérbero desarticula grupo de tráfico em Estância e deixa um suspeito morto’

A ação da Polícia Civil de Sergipe prendeu dois homens, apreendeu drogas e uma arma de fogo; o nome da operação faz referência ao cão mitológico de três cabeças.

Operação no amanhecer mobiliza forças policiais

A Polícia Civil de Sergipe deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (30), a Operação Cérbero, que resultou na prisão de dois suspeitos, na morte de um terceiro em confronto com os policiais e na apreensão de sete quilos de drogas e uma arma de fogo. A ação foi coordenada pela Delegacia Regional de Estância e contou com o apoio do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM).

De acordo com a corporação, o objetivo era desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas e associação para o tráfico no município de Estância, no sul sergipano.

Rede de distribuição operava em quatro bairros

As investigações apontaram que o grupo mantinha uma rede estruturada de distribuição de entorpecentes nos bairros Mariota Mesquita, Cidade Nova, Bela Vista e Nivaldo Silva. O esquema era comandado por um homem responsável por receber e redistribuir carregamentos de maconha e cocaína vindos do estado da Bahia, com o auxílio de um coordenador logístico.

Segundo o delegado Renato Tavares, responsável pela operação, cada integrante do grupo possuía uma função bem definida.

“As drogas eram repassadas a subordinados que atuavam no armazenamento e na revenda do material ilícito em pontos previamente definidos”, explicou o delegado.


Núcleo central era formado por um trio

As investigações também revelaram que o líder do grupo contava com o apoio de duas companheiras, que usavam as próprias residências como depósitos para guardar os entorpecentes recebidos de fornecedores externos.

“O nome da operação faz referência ao cão de três cabeças da mitologia grega que guardava as portas do submundo — uma alusão ao trio que mantinha o núcleo central do esquema”, detalhou Tavares.


Mandados e confronto

Com base nas provas reunidas durante a apuração, a Polícia Civil representou ao Poder Judiciário o pedido de três mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão domiciliar.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados reagiu à abordagem policial, foi atingido por disparos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Os outros dois suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia Regional de Estância, onde permanecem à disposição da Justiça.


Apreensão e desdobramentos

Além das prisões, os agentes apreenderam sete quilos de drogas — entre maconha e cocaína — e uma arma de fogo. A Polícia Civil destacou que o material recolhido será periciado e poderá ajudar a identificar novos integrantes da rede criminosa, inclusive fornecedores e distribuidores em outros municípios sergipanos.

O delegado Renato Tavares informou que a Operação Cérbero é resultado de meses de investigações e que novas ações podem ocorrer nos próximos dias.

“Nosso trabalho é contínuo. A meta é desarticular completamente o grupo e impedir que outros assumam o controle do tráfico na região”, afirmou.


Contexto regional do tráfico

Estância tem sido um dos principais alvos de investigações sobre tráfico interestadual de drogas em Sergipe. A cidade, pela proximidade com a Bahia e fácil acesso à BR-101, é considerada rota estratégica para o transporte e distribuição de entorpecentes.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), ações como a Operação Cérbero fazem parte de um planejamento integrado entre as polícias Civil e Militar para enfraquecer organizações criminosas e reduzir os índices de violência relacionados ao tráfico.


Reforço no combate ao crime

Nos últimos meses, a SSP/SE tem intensificado operações semelhantes em diversas regiões do estado, com prisões de traficantes, apreensão de armas e drogas, além do cumprimento de mandados judiciais.

Autoridades destacam que o trabalho conjunto entre as forças de segurança tem contribuído para reduzir o fluxo de drogas e desarticular células criminosas em Sergipe.

“Cada prisão representa um avanço importante na luta contra o tráfico. Seguiremos firmes nesse propósito”, reforçou o delegado Tavares.

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